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Sarampo está associado à perda de memória imunológica podendo predispor a infecções ao longo de até três anos após a doença

sexta-feira, 8 de maio de 2015
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Sarampo está associado à perda de memória imunológica podendo predispor a infecções ao longo de até três anos após a doença

A imunossupressão após o sarampo é conhecida por predispor a infecções oportunistas por um período de várias semanas a meses. Recentemente um trabalho publicado pela revista Science mostra que na verdade este efeito sobre a memória imunológica pode se estender por um período de dois a três anos após a doença.

Usando dados populacionais dos Estados Unidos, Dinamarca e parte do Reino Unido, pesquisadores da Universidade de Princeton, nos EUA, mostraram que o sarampo tem um efeito mais prolongado sobre a resistência do hospedeiro podendo predispor quem já teve sarampo a outras infecções por um período que se estende por até três anos. Os pesquisadores acreditam que a mortalidade por doenças infecciosas diferentes do sarampo em países de alta renda está intimamente ligada à incidência de sarampo. E concluíram que as sequelas imunológicas de longo prazo desta doença conduzem a flutuações interanuais em mortes que não tem o sarampo como causa. Isto é consistente com um trabalho experimental recente que atribui os efeitos imunossupressores de sarampo à depleção de linfócitos B e T.

Os dados do presente estudo fornecem uma explicação para os benefícios de longo prazo da vacinação contra o sarampo na prevenção de todas as causas de doenças infecciosas. Ao impedir o sarampo, que está associado à perda de memória imunológica (o que os cientistas chamam de amnésia imunológica), a vacinação protege contra várias outras doenças microbianas.

Fonte: Science, volume 348, número 6235, de 8 de maio de 2015 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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