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Pílula tripla ajuda sobreviventes de hemorragia intracerebral a atingirem suas metas de pressão arterial

Pílula tripla ajuda sobreviventes de hemorragia intracerebral a atingirem suas metas de pressão arterial

Em um ensaio clínico randomizado1 publicado no NEJM, após uma hemorragia2 intracerebral, pacientes apresentaram melhor controle da pressão arterial3, menos AVCs recorrentes e menor incidência4 de eventos cardiovasculares maiores ao usar uma polipílula como adjuvante à sua medicação habitual. A polipílula experimental GMRx2 continha telmisartana (20 mg), anlodipino (2,5 mg) e indapamida (1,25 mg). Vale ressaltar que os resultados podem ser aplicáveis apenas a pessoas capazes de tolerar a pílula combinada, visto que um número considerável de participantes abandonou o estudo precocemente devido a aumentos da creatinina5 sérica.
1 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
3 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
4 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
5 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
Pais de crianças com distúrbios do neurodesenvolvimento podem enfrentar maior risco cardíaco

Pais de crianças com distúrbios do neurodesenvolvimento podem enfrentar maior risco cardíaco

Os pais de crianças com distúrbios do neurodesenvolvimento apresentaram maior probabilidade de receber um diagnóstico1 de doença cardiovascular, de acordo com um estudo publicado no JAMA Pediatrics. A razão de risco foi de 1,27 para as mães e 1,20 para os pais. O risco aumentou com o número de filhos afetados e tendeu a ser maior se os filhos apresentassem comorbidades2.
1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
2 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
Como o exercício físico transforma o cérebro – estudos detalham efeitos da atividade física na saúde cerebral

Como o exercício físico transforma o cérebro – estudos detalham efeitos da atividade física na saúde cerebral

Estudos de neuroimagem, ensaios clínicos1 e revisões sistemáticas indicam que o exercício físico pode se associar a mudanças estruturais e funcionais no sistema nervoso central2, incluindo maior volume de algumas regiões cerebrais, melhora da integridade da substância branca, fortalecimento de redes neurais envolvidas na memória e no controle executivo, modulação de fatores neurotróficos e redução de sintomas3 de depressão, ansiedade e estresse. Confira alguns efeitos do exercício sobre o cérebro4 apontados por estudo científicos.
1 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
2 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
Nova diretriz brasileira sobre tratamento farmacológico da obesidade: o que mudou e o que você precisa saber

Nova diretriz brasileira sobre tratamento farmacológico da obesidade: o que mudou e o que você precisa saber

ABESO publicou a Diretriz Brasileira de Tratamento Farmacológico da Obesidade1 – 2026, documento que atualiza as recomendações para o uso de medicamentos no manejo da obesidade1 no Brasil. O documento reúne 32 recomendações e a proposta é orientar a prática clínica diante de um cenário em que os medicamentos para obesidade1 se tornaram mais eficazes, mas também exigem decisões mais individualizadas.
1 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
O fator de crescimento neural (NGF) pode desempenhar um papel mais importante na osteoartrite do que se pensava anteriormente

O fator de crescimento neural (NGF) pode desempenhar um papel mais importante na osteoartrite do que se pensava anteriormente

Já foi demonstrado que o fator de crescimento neural (NGF) está aumentado em articulações1 afetadas pela osteoartrite2; muitos tipos de células3 na articulação4 expressam receptores de NGF; e um importante efeito do NGF é aumentar a densidade de receptores de dor. Em vista desses achados, entendia-se que o NGF desempenha um papel na dor associada à osteoartrite2, mas o potencial para outros efeitos celulares e estruturais não havia sido examinado. Um novo estudo, publicado na revista Arthritis & Rheumatology, mostrou que injeções intra-articulares de NGF em camundongos produziram alterações nas articulações1 do joelho dos animais idênticas em muitos aspectos às observadas na osteoartrite2.
1 Articulações:
2 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.

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