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OMS: malária pode estar se tornando resistente a medicamentos

terça-feira, 2 de junho de 2009
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OMS: malária pode estar se tornando resistente a medicamentos

Parasita causador da malária parece estar se tornando resistente a medicamentos considerados mais eficientes para tratar a doença, segundo informam cientistas internacionais e a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Normalmente os medicamentos à base de artemesinina são capazes de eliminar os parasitas da malária do sangue da pessoa infectada num prazo de dois a três dias. Mas dois grupos de cientistas, trabalhando em pesquisas independentes, relatam ter encontrado evidências de que a eliminação dos parasitas estaria levando entre quatro e cinco dias entre pacientes do oeste do Camboja. Este é um sinal de resistência a drogas que precisa ser prontamente contido para evitar uma catástrofe global.

Especialistas advertem que este é um motivo de preocupação, pois gerações anteriores de medicamentos contra a malária tiveram seu uso inviabilizado por conta da resistência iniciada nesta mesma região do mundo. Como foi o caso da resistência à cloroquina e à sulfadoxina-pirimetamina, ambas provocando mortes na África.

A disseminação de parasitas resistentes da Ásia à África pode ter consequências devastadoras para o controle da malária no mundo.

Segundo a OMS, 3,3 bilhões de pessoas – metade da população mundial - está exposta à doença, principalmente em países subdesenvolvidos. A cada ano a malária mata cerca de um milhão de pessoas. As crianças africanas estão em maior risco, observando-se a morte de uma criança pela doença a cada 30 segundos.

Fonte: World Health Organization

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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