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Novas orientações de manejo clínico para Chikungunya publicadas pelo Ministério da Saúde

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
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Novas orientações de manejo clínico para Chikungunya publicadas pelo Ministério da Saúde

A Chikungunya é uma doença nova. O Governo Federal pretende que este novo guia funcione como uma base de consulta para que os profissionais de saúde tenham capacitação para prestar uma assistência mais qualificada às pessoas que apresentarem a patologia, avaliando bem os casos no país e abordando adequadamente as três fases de evolução da doença: aguda, subaguda e crônica.

Veja o guia completo no site do Ministério da Saúde: “Guia de Manejo Clínico para Chikungunya”.

O novo manual incorpora a experiência dos profissionais de saúde brasileiros, ajuda a diferenciar com mais precisão um caso de Chinkungunya de outros agravos suspeitos e iniciar imediatamente o tratamento mais adequado. Outro destaque é o manejo terapêutico da dor, com informações sobre os medicamentos mais indicados em cada condição clínica e os cuidados a serem adotados de acordo com a situação clínica do paciente.

Segundo informações do Ministério da Saúde, a doença pode evoluir em três fases: aguda, subaguda e crônica. Após o período de incubação, inicia-se a fase aguda ou febril, que dura até o décimo dia. Alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares após a fase aguda, caracterizando o início da fase subaguda, com duração de até três meses. Quando a duração dos sintomas persiste além dos três meses, a doença atinge a fase crônica. Nestas fases, algumas manifestações clínicas podem variar de acordo com o sexo e a idade. Exantema, vômitos, sangramento e úlceras orais parecem estar mais associados ao sexo feminino. Dor articular, edema e maior duração da febre são mais prevalentes quanto maior a idade do paciente.

Em relação aos medicamentos, até o momento, não há tratamento antiviral específico para Chikungunya. A terapia utilizada é de suporte sintomático, hidratação e repouso. Os anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, nimesulida, ácido acetilsalicílico, associações, entre outros) não devem ser utilizados na fase aguda da doença, devido ao risco de complicações renais e de sangramento aumentado desses pacientes. A aspirina e os corticosteroides também são contraindicados na fase aguda pelo risco de síndrome de Reye e de sangramentos. Para as dores, o documento recomenda 14 medicamentos para os diferentes tipos, desde as mais leves até as mais intensas, persistentes ou incapacitantes.

Todo caso suspeito de Chikungunya deve ser notificado ao serviço de vigilância epidemiológica, conforme fluxo estabelecido em cada município. Já os óbitos suspeitos são de notificação imediata. Os profissionais devem comunicar às Secretarias Municipais de Saúde em até, no máximo, 24 horas.

Leia sobre "Febre chikungunya", "Zika vírus", "Dengue" e "Síndrome congênita do Zika".

 

Fonte: Ministério da Saúde, em 23/12/2016

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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