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Mirtilos podem ajudar a combater os sintomas da doença de Alzheimer

quarta-feira, 16 de março de 2016
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Mirtilos podem ajudar a combater os sintomas da doença de Alzheimer

Uma nova pesquisa que está sendo apresentada na reunião da American Chemical Society mostrou que o mirtilo possui antioxidantes saudáveis e que estas substâncias podem ajudar a prevenir os efeitos danosos da doença de Alzheimer, esta forma cada vez mais comum de demência. Os novos achados corroboram as observações de estudos prévios com animais e humanos que reforçam que os mirtilos (ou “blueberries”) podem ter um benefício real para melhorar a memória e a função cognitiva em alguns idosos, diz Robert Krikorian, coordenador da pesquisa. Ele acrescenta que os efeitos benéficos podem ser decorrentes de flavonoides chamados antocianinas, que têm demonstrado melhorar a cognição em animais.

Atualmente, milhões de pessoas sofrem com a doença de Alzheimer e esses números devem aumentar com o envelhecimento da população mundial. Krikorian e seus colegas do University of Cincinnati Academic Health Center realizaram dois estudos em humanos para dar continuidade a ensaios clínicos anteriores.

Um estudo envolveu 47 adultos, com 68 anos ou mais, que tinham comprometimento cognitivo leve, uma condição de risco para a doença de Alzheimer. Os investigadores deram-lhes pó de mirtilo seco ou um pó de placebo, uma vez por dia, durante 16 semanas. Houve melhora no desempenho cognitivo e na função cerebral daqueles que receberam o pó de mirtilo em comparação com aqueles que tomaram o placebo, segundo Krikorian. O grupo blueberry demonstrou melhora da memória e melhor acesso a palavras e conceitos. A equipe também realizou ressonância magnética funcional (fMRI) que mostrou aumento da atividade cerebral em pessoas que ingeriram o pó de mirtilo.

O segundo estudo incluiu 94 pessoas, com idades entre 62 e 80 anos, que foram divididas em quatro grupos. Os participantes não tinham medido objetivamente questões cognitivas, mas subjetivamente sentiam o declínio de sua memória. Os quatro grupos receberam pó de mirtilo, óleo de peixe, óleo de peixe e pó de mirtilo ou placebo. Os resultados não foram tão robustos como os do primeiro estudo, explicou Krikorian. A cognição foi um pouco melhor para aqueles no grupo pó de mirtilo ou óleo de peixe, separadamente, mas houve pouca melhora da memória. Além disso, os resultados da fMRI também não eram tão impressionantes para aqueles que recebem pó de mirtilo. O pesquisador disse que o efeito pode ter sido menor neste caso porque estes participantes tinham problemas menos graves quando entraram no estudo.

Krikorian disse que os dois estudos indicam que os mirtilos podem ser eficazes no tratamento de pacientes com deficiências cognitivas, mas ainda não mostram benefícios mensuráveis para aqueles com problemas de memória menores ou que ainda não tenham desenvolvido problemas cognitivos.

No futuro, a equipe pretende realizar um estudo com o mirtilo em um grupo de pessoas mais jovem, com idades entre 50 a 65 anos. O grupo incluiria indivíduos em risco de desenvolver a doença de Alzheimer, tais como obesos, hipertensos e pessoas com colesterol alto. Este trabalho ajudaria a determinar se o mirtilo pode auxiliar na prevenção do aparecimento dos sintomas da doença de Alzheimer.

 

Fonte: American Chemical Society, em 13 de março de 2016

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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