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Declina a mortalidade cardiovascular nas regiões mais desenvolvidas do Brasil, segundo estudo de pesquisadores brasileiros

terça-feira, 7 de abril de 2009
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Declina a mortalidade cardiovascular nas regiões mais desenvolvidas do Brasil, segundo estudo de pesquisadores brasileiros

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Artigo publicado na Revista Panamericana de Salud Pública por pesquisadores da UERJ, UFRJ e Fiocruz mostra que a taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil diminuiu no período estudado. No entanto, são esperados aumentos graduais para as próximas décadas, o que indica a necessidade de prevenção dessas doenças.

Foram avaliados dados oficiais sobre mortalidade e estimativa populacional entre os anos de 1980 e 2003. Os resultados mostram que, ao descreverem as tendências da mortalidade cardiovascular no Brasil ao longo de 24 anos e investigarem as diferenças de acordo com os grupos de doenças, região sociopolítica, sexo e idade, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares decresceram, no período investigado, de 287,3 para 161,9 por 100 mil habitantes - redução anual média de 3,9%.

As reduções foram observadas em todas as faixas etárias e grupos de doenças, com o acidente vascular cerebral (derrame) exibindo o maior declínio, de 95,2 para 52,6 por 100 mil habitantes (média de 4% ao ano), seguido pelas doenças coronarianas, de 80,3 para 49,2 por 100 mil habitantes (3,6% ao ano). Essas reduções foram observadas principalmente em regiões mais desenvolvidas.

Apesar destes resultados, um aumento gradual nas mortes por doença cardiovascular é esperado para as próximas décadas e esforços adicionais para  prevenção são necessários.

Fonte: Revista Panamericana de Salud Pública – Volume 25, n°. 1

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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