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Consumo habitual de álcool associado à redução da qualidade do sêmen e a mudanças nos hormônios reprodutivos; um estudo transversal com jovens dinamarqueses

quinta-feira, 16 de outubro de 2014
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Consumo habitual de álcool associado à redução da qualidade do sêmen e a mudanças nos hormônios reprodutivos; um estudo transversal com jovens dinamarqueses

O objetivo do estudo publicado pelo British Medical Journal (BMJ) foi avaliar as associações entre três medidas de consumo de álcool (recente, típico/habitual e “binging”) e a qualidade do sêmen e os hormônios reprodutivos no soro.

O estudo transversal de base populacional, contou com a participação de 1.221 jovens dinamarqueses, com idades entre 18 e 28 anos, que foram recrutados quando faziam um exame médico obrigatório para determinar a sua aptidão para o serviço militar, de 2008 a 2012. O consumo total de álcool foi dividido em:

  1. Consumo na semana anterior (habitual/típico) à visita: ingestão recente de álcool.
  2. Consumo em uma semana típica.
  3. Frequência de "binge drinking" (consumo de mais de cinco unidades/dia) foi estimada pelo consumo nos últimos trinta dias.

Os principais desfechos foram a qualidade do sêmen (volume, concentração de espermatozoides, contagem total de espermatozoides e as porcentagens de espermatozoides móveis e morfologicamente normais) e as concentrações séricas de hormônios reprodutivos (hormônio folículo-estimulante, hormônio luteinizante, testosterona, globulina ligadora de hormônio sexual (SHBG), estradiol, testosterona livre e inibina B).

Os resultados indicam que a concentração de espermatozoides, a contagem total de espermatozoides e a porcentagem de espermatozoides morfologicamente normais foram negativamente associadas ao aumento da ingestão habitual de álcool. Esta associação foi observada em homens que relataram o consumo de pelo menos cinco unidades em uma semana típica, mas foi mais pronunciada para os homens com um consumo típico de mais de 25 unidades/semana. Homens com um consumo típico semanal acima de 40 unidades tiveram uma (IC 95% 11% para 59%) redução de 33% na concentração de esperma em relação aos homens com uma ingestão de uma a cinco unidades/semana. Foi encontrado um aumento significativo nos níveis de testosterona livre no soro com o aumento do consumo de álcool na semana anterior à visita. Binging não foi independentemente associado à qualidade do sêmen.

As conclusões do estudo sugerem que o consumo habitual de álcool, mesmo modesto, de cinco unidades por semana teve efeitos adversos sobre a qualidade do sêmen, embora a maioria das associações pronunciadas tenham sido observadas em homens que consumiam mais de 25 unidades por semana. O consumo de álcool também foi associado a mudanças nos níveis de testosterona e SHBG. Os jovens devem ser aconselhados a evitar a ingestão habitual de álcool.

Fonte: British Medical Journal (BMJ), volume 4, número 9, de 2 de outubro de 2014

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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