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Como deve ser o manuseio da asma na vigência de coronavírus? Posicionamento da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

quinta-feira, 19 de março de 2020
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Como deve ser o manuseio da asma na vigência de coronavírus? Posicionamento da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia define posicionamento sobre o manuseio da asma em vigência da pandemia de coronavírus e publica as orientações em seu site, de forma clara e direta.

Seguem as recomendações publicadas pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia:

O atual surto de doença viral causada pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) tem gerado preocupação e dúvidas nos portadores de asma, especialmente em relação à continuidade ou não do tratamento. Pensando nisso, a SBPT vem a público esclarecer alguns pontos:

  1. A asma é doença inflamatória crônica e deve ser tratada com o uso de medicamentos preventivos, como os corticoides inalatórios, isolados ou associados a broncodilatadores, conforme recomendação recentemente publicada pela SBPT e sociedades internacionais. O tratamento da asma deve ser mantido em vigência de infecções virais já que elas são causas frequentes de crises de asma.
  2. O tratamento do broncoespasmo por asma deve ser pautado no uso de agentes beta-2 agonistas de curta duração e anticolinérgicos, preferencialmente administrados via inalador dosimetrado e espaçador. O uso do corticoide oral ou endovenoso deve seguir as recomendações das diretrizes para tratamento da asma, já que acelera a resolução da crise e impede sua recidiva.
  3. No protocolo da Organização Mundial da Saúde de manuseio da COVID-19 não se recomenda o uso de corticoides em pacientes com pneumonia viral, pela sua interferência na queda da carga viral, EXCETO QUANDO OS PACIENTES TAMBÉM APRESENTEM EXACERBAÇÃO POR ASMA E DPOC. Nessa situação, o risco-benefício do seu uso deve ser considerado.
  4. Os portadores de asma estão incluídos no grupo de risco para complicações, e devem seguir as orientações recomendadas aos portadores de doenças crônicas, tais como manter-se em casa e fazer atividades na forma de home-office. Parentes saudáveis devem ser incumbidos de buscar receitas, evitando a necessidade de comparecer à consulta médica.
  5. O paciente asmático deve seguir todas as recomendações determinadas pelo Ministério da Saúde em caso de febre e sintomas respiratórios, além de ajustar o tratamento da asma, se necessário, conforme recomendações feitas pelo seu médico. Nos casos graves com febre alta e falta de ar, o paciente deve procurar serviço médico.
Leia sobre "Asma brônquica", "Asma - Prevenção e Tratamento" e "Nova cepa do coronavírus (SARS-CoV-2)".

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, em 18 de março de 2020.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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