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Amamentação associada a menor risco de depressão pós-parto, segundo pesquisa da Universidade de Cambridge

sexta-feira, 26 de setembro de 2014
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Amamentação associada a menor risco de depressão pós-parto, segundo pesquisa da Universidade de Cambridge

Um novo estudo com mais de 10.000 mães mostrou que as mulheres que amamentaram seus bebês estavam em risco significativamente menor de depressão pós-parto do que aquelas que não o fizeram.

O estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido e da Espanha, publicado na revista Maternal and Child Health, mostra que as mães que planejaram amamentar e que de fato amamentaram tinham cerca de 50% menos chance de ficarem deprimidas do que as mães que não tinham planejado e que não amamentaram. As mães que planejaram amamentar, mas que não amamentaram, tinham chance mais de duas vezes maior de ficarem deprimidas do que as mães que não tinha planejado e que não amamentaram.

A relação entre amamentação e depressão foi mais pronunciada quando os bebês tinham oito semanas de vida, mas muito menor quando os bebês tinham oito meses de idade ou mais.

A pesquisa, financiada pelo Economic and Social Research Council, utilizou dados extraídos do Avon Longitudinal Survey of Parents and Children (ALSPAC), um estudo de 13.998 nascimentos na área de Bristol no início de 1990. A depressão materna foi medida por meio da escala Edinburgh Postnatal Depression Scale quando os bebês tinham oito semanas e 8, 21 e 33 meses de idade. A depressão também foi avaliada em dois momentos durante a gravidez, permitindo que os pesquisadores levassem em consideração as condições de saúde mental pré-existentes das mães.

Este é um dos maiores estudos desse tipo, além de ser um dos poucos estudos que levaram em consideração a saúde mental pregressa das mães, fatores socioeconômicos como renda e status de relacionamento e outros potenciais fatores de confusão, tais como foi o parto e se os bebês eram prematuros.

"O aleitamento materno tem benefícios bem estabelecidos para os bebês em termos de saúde física e desenvolvimento cognitivo; o presente estudo mostra que beneficia também a saúde mental das mães", diz a Dra. Maria Iacovou, da University of Cambridge’s Department of Sociology. "Na verdade, os efeitos sobre a saúde mental das mães relatados neste estudo também são susceptíveis a ter um impacto sobre os bebês, uma vez que a depressão materna pode ter efeitos negativos sobre muitos aspectos do desenvolvimento infantil."

A Dra. Iacovou acredita que as autoridades de saúde não só devem encorajar as mulheres a amamentar, como também devem fornecer suporte para ajudar as mães que querem amamentar a obterem sucesso. Algumas mães amamentam com facilidade, outras precisam de treinamento e ajuda. Há mães que querem amamentar e não conseguem, essas precisam de muita compreensão e apoio. Não há atualmente quase nenhuma ajuda especializada para essas mães e isso é algo que os provedores de saúde devem pensar.

Cerca de uma em 12 mulheres na amostra estudada apresentaram sintomas depressivos durante a gravidez, enquanto uma em cada oito teve depressão em um ou mais dos quatro pontos de acompanhamento após o parto.

De acordo com dados do Departamento de Saúde do Reino Unido, quase três quartos das mães iniciaram a amamentação em 2012/13. No momento da verificação, na sexta a oitava semanas, apenas 47% dos bebês estavam sendo amamentados. Este é um dos mais baixos índices de aleitamento materno na Europa.

O estudo foi realizado em colaboração com o Dr. Almudena Sevilla da Queen Mary University of London e Cristina Borra da Universidad de Sevilla, na Espanha.

Fonte: University of Cambridge

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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