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Pesquisadores de Houston desenvolvem teste para o Tarceva, usado no tratamento de câncer de pulmão

segunda-feira, 9 de maio de 2005
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Pesquisadores de Houston desenvolvem teste para o Tarceva, usado no tratamento de câncer de pulmão

O FDA aprovou, em 18 de novembro de 2004, a utilização do Tarceva para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão avançado de não pequenas células, localizados ou metastáticos, após falha do regime primário de quimioterapia.

Como este tratamento raramente ajuda mais que 25% dos pacientes com este tipo de câncer - e pode custar 10.000 dólares ou mais - atualmente os médicos estão tentando identificar os pacientes mais propensos a responderem ao tratamento.

Pesquisadores do M.D. Anderson Cancer Center, em Houston, desenvolveram um teste para o Tarceva. O Dr. Naoto Ueno disse, em abril de 2005, para a American Association for Cancer Research, que este teste mede a atividade da enzima relacionada ao crescimento tumoral em amostras de tumores e levará alguns dias para os resulados indicarem quais pacientes irão se beneficiar.

O câncer de pulmão é caracterizado pelo crescimento incontrolado de células malignas, podendo ser causado por fatores ambientais, incluindo o fumo. De acordo com a American Cancer Society, é responsável por 28% das mortes por câncer nos Estados Unidos.

Existem duas formas principais de câncer de pulmão: os de células pequenas e os de não pequenas células. É importante diferenciá-los, pois o tratamento é diferente para cada tipo. 80% dos casos são de não pequenas células e, dentre estes, existem três subtipos maiores baseados na histopatologia do tumor: carcinoma epidermóide ou escamoso, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células.

Sobre o Tarceva: O Tarceva é um comprimido oral indicado em administração diária para inibir a atividade da enzima tirosina quinase no fator receptor de crescimento epidermal. É a única droga que demonstrou aumento da sobrevida em pacientes com câncer avançado de não pequenas células, localizados ou metastáticos, após falha do regime primário de quimioterapia.

Fonte: Food and Drug Administration
American Cancer Society

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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