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NEJM: vitaminas C e E não previnem pré-eclampsia na gravidez

sexta-feira, 9 de abril de 2010
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NEJM: vitaminas C e E não previnem pré-eclampsia na gravidez

O estresse oxidativo já foi proposto como um mecanismo associado à perfusão placentária deficiente característica da pré-eclampsia com manifestações clínicas da doença. No presente estudo, publicado no The New England Journal of Medicine (NEJM), foram avaliados os efeitos da suplementação antioxidante com vitaminas C e E, usadas precocemente na gestação, e os riscos de sérios eventos adversos da hipertensão em grávidas, no feto e nos recém-nascidos.

Foi realizada uma triagem clínica do National Institutes of Health, um estudo duplo-cego, randomizado, multicêntrico envolvendo mulheres nulíparas com baixo risco para pré-eclâmpsia. Elas receberam suplementação diária com 1000mg de vitamina C e 400UI de vitamina E ou placebo entre 9 e 16 semanas de gestação.

Um total de 10.154 mulheres foram randomizadas. Os dois grupos eram semelhantes em relação a características básicas e aderência ao uso das medicações. Os dados de 9.969 mulheres foram avaliados ao final do estudo. Não houve diferenças entre o grupo que recebeu as vitaminas e o grupo que recebeu placebo em relação à ocorrência de pré-eclampsia ou nos resultados perinatais.

Concluiu-se que a suplementação das vitaminas C e E, que anteriormente, em pequenos estudos, já tinham sido associadas à diminuição do risco para pré-eclâmpsia, não previnem tal condição quando administradas entre 9 e 16 semanas de gestação em nulíparas e não reduzem os eventos adversos relacionados à hipertensão na gravidez, tanto maternos quanto perinatais.


Fonte: The New England Journal of Medicne, volume 362, de 8 de abril de 2010.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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