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Liraglutida pode ajudar obesos a perderem peso, segundo pesquisa publicada no The Lancet

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
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Liraglutida pode ajudar obesos a perderem peso, segundo pesquisa publicada no The Lancet

O estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo pesquisou os efeitos da liraglutida sobre a perda de peso corporal e a tolerabilidade do medicamento nos indivíduos obesos sem diabetes tipo 2.

Foi realizado um seguimento de 20 semanas, com a participação de 564 indivíduos (18-25 anos de idade, índice de massa corporal 30-40 kg/m²) os quais receberam de uma a quatro doses de liraglutida (1,2mg; 1,8mg;  2,4mg; 3,0mg) ou placebo (n=98), administradas uma vez ao dia por via oral, ou orlistat (120 mg, n=95), administrado 3 vezes ao dia por via oral. Todos os participantes reduziram 500 calorias na sua ingestão diária de energia e aumentaram a atividade física ao longo da pesquisa.

Como resultados, os participantes em uso de liraglutida obtiveram a maior perda de peso, comparados àqueles em uso de placebo ou orlistat. A perda média de peso foi de 4,8kg; 5,5kg; 6,3kg ou 7,2kg com as doses de 1,2; 1,8; 2,4 ou 3,0mg de liraglutida, respectivamente. Com orlistat a média de perda de peso foi de 4,1kg. Com o placebo, 2,8kg. A liraglutida também reduziu a pressão arterial (com todas as doses usadas) e a prevalência de pré-diabetes.

Náuseas e vômitos foram os principais efeitos colaterais, mais frequentes naqueles que usaram liraglutida, mas foram transitórios e raramente associaram-se à descontinuação do tratamento.

A liraglutida mostrou reduzir o peso corporal de maneira significativa, melhorar certos fatores de risco relacionados à obesidade e reduzir o pré-diabetes.

Fonte: The Lancet de 23 de outubro de 2009 – publicação online

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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