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Hipertensão arterial: alisquireno combinado a outros agentes inibidores da renina pode aumentar risco de hipercalemia e requer monitoramento dos níveis de potássio

terça-feira, 10 de janeiro de 2012
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Hipertensão arterial: alisquireno combinado a outros agentes inibidores da renina pode aumentar risco de hipercalemia e requer monitoramento dos níveis de potássio

Trabalho publicado pelo British Medical Journal (BMJ), com o objetivo de avaliar a segurança do uso da combinação de alisquireno (antihipertensivo da classe dos inibidores da renina) com outros agentes também usados para bloquear o sistema renina-angiotensina, mostrou que esta associação pode aumentar o risco de hipercalemia e requer monitoramento dos níveis séricos de potássio.

O trabalho foi uma revisão sistemática e meta-análise de estudos clínicos randomizados disponíveis nas bases de dados Medline, Embase, Cochrane Library e em dois ensaios clínicos publicados e registrados. Foram comparados os tratamentos combinados usando alisquireno e inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou antagonistas do receptor da angiotensina com a monoterapia com esses agentes, usados por pelo menos quatro semanas. A comparação forneceu dados numéricos sobre os eventos adversos como a hipercalemia e a insuficiência renal aguda. O estudo teve a participação dos dados de 4.814 pacientes.

Os resultados mostraram que a combinação de alisquireno e inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou antagonistas do receptor da angiotensina aumentaram significativamente o risco de hipercalemia, comparados à monoterapia com inibidores da enzima de conversão da angiotensina ou com antagonistas do receptor da angiotensina ou com o alisquireno usado isoladamente. O risco de insuficiência renal aguda não foi diferente entre os grupos de medicamentos avaliados.

Concluiu-se que o uso dessas combinações requer uma monitoração dos níveis séricos de potássio.

Fonte: BMJ, de 9 de janeiro de 2012

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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