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FDA: uso crônico de metoclopramida pode causar discinesia tardia

terça-feira, 3 de março de 2009
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FDA: uso crônico de metoclopramida pode causar discinesia tardia

O Food and Drug Administration (FDA) alerta sobre o uso crônico de metoclopramida e sua associação com o desenvolvimento de discinesia tardia, uma síndrome caracterizada por movimentos corporais involuntários e repetitivos principalmente na musculatura oro-língua-facial, ocorrendo protusão da língua com movimentos de varredura látero-lateral, acompanhados de movimentos sincrônicos da mandíbula. O tronco, os ombros e os membros também podem apresentar movimentos discinéticos. Estes sintomas são raramente reversíveis e não há tratamento conhecido para esta patologia. Entretanto, em alguns pacientes, os sintomas podem se resolver após a suspensão do tratamento com metoclopramida.

A metoclopramida está presente em vários medicamentos em forma de comprimidos, solução oral, gotas e soluções injetáveis. Os pacientes com maior risco incluem idosos, especialmente mulheres idosas, e pessoas que estão usando a medicação por muito tempo.

Pacientes e médicos devem conhecer estes riscos para tomarem decisões informadas sobre o uso desta medicação. O uso crônico de metoclopramida deve ser evitado em todos os casos, mas existem casos raros em que os benefícios superam os riscos. Estes casos devem ser rigorosamente avaliados.

Este medicamento acelera os movimentos dos músculos do estômago, aumentando a velocidade de esvaziamento gástrico. Está indicado para o tratamento de distúrbios da motilidade gastrointestinal, náuseas e vômitos e no tratamento da gastroparesia diabética (esvaziamento lento do estômago para o intestino). Na doença do refluxo gastroesofágico é usado em pacientes que não responderam a outros tratamentos. É recomendável que o tempo de uso não exceda três meses.

Fonte: Food and Drug Administration

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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