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FDA aprovou o Ixempra para pacientes com câncer de mama avançado

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
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FDA aprovou o Ixempra para pacientes com câncer de mama avançado

O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Ixempra (ixabepilona), uma nova terapia para o tratamento do câncer, da Bristol-Myers Squibb, para ser usada em pacientes com câncer de mama em estágio avançado ou com metástases que não respondem mais ao tratamento com as antraciclinas (doxorrubicina ou epirrubicina) e aos taxanes (paclitaxel ou docetaxel).

De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, cerca de 180.000 novos casos de câncer de mama são diagnosticados a cada ano. O câncer de mama metastático é o estágio mais avançado deste tipo de tumor e tem potencial para se espalhar para todo o organismo.

O Ixempra (ixabepilona) é um fármaco injetável para ser utilizado como monoterapia ou em combinação com outros medicamentos, como o Xeloda (capecitabina) - da Roche.

Estudo apresentado no encontro da “American Society of Clinical Oncology”, em Chicago, demonstrou que a combinação de ixabepilona e capecitabina (quimioterapia que atrasa o crescimento do tumor) prolongou a sobrevivência livre de progressão da doença por cerca de 6 meses, em comparação com os 4 meses em pacientes que receberam somente capecitabina. Esta investigação envolveu 752 mulheres com câncer de mama metastático que deixaram de responder a outras terapias.

O novo fármaco pertence à família das epotilonas, que bloqueiam o crescimento do tumor ao ligar-se a uma proteína denominada tubulina, necessária para a divisão celular.

O FDA concedeu revisão prioritária à ixabepilona em junho de 2007, reduzindo o processo de aprovação para seis meses, em vez de dez, devido ao seu potencial para tratar necessidades médicas ainda não atendidas.

Os efeitos colaterais da nova medicação incluíram neuropatia periférica, supressão medular, constipação, náuseas, vômitos, dores musculares e articulares, fadiga e fraqueza. Mulheres que usam Ixempra devem evitar medicamentos que inibem a CYP3A4, uma das enzimas que metabolizam o Ixempra.

 

Fonte: FDA

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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