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FDA aprova primeira vacina contra gripe sazonal fabricada por tecnologia de cultura celular

sexta-feira, 23 de novembro de 2012
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FDA aprova primeira vacina contra gripe sazonal fabricada por tecnologia de cultura celular

O Food and Drug Administration (FDA) anunciou a aprovação de Flucelvax, a primeira vacina contra a gripe sazonal produzida usando células animais cultivadas, em vez de ovos de galinha fertilizados. A Flucelvax está aprovada para prevenir a gripe sazonal em pessoas com 18 anos ou mais.

O processo de fabricação da Flucelvax é semelhante ao método de produção à base de ovo, mas a diferença significativa é que as estirpes de vírus incluídas na vacina são produzidas em células de mamíferos, em vez de ovos de galinha.

Dentre as vantagens da tecnologia de cultura de células estão a capacidade de manter um fornecimento adequado e prontamente disponível; as células usadas são previamente testadas e caracterizadas para utilização na produção de vacinas e o potencial para dar início rápido ao processo de fabricação de vacinas em caso de pandemia.

Flucelvax foi avaliada em um estudo clínico controlado e randomizado, realizado nos Estados Unidos e na Europa, envolvendo cerca de 7.700 pessoas, com idades entre 18 e 49 anos, as quais receberam a Flucelvax ou um placebo. O estudo mostrou uma eficácia de 83,8% da Flucelvax na prevenção da influenza, quando comparada ao placebo.

A avaliação de segurança incluiu cerca de 6.700 indivíduos que receberam Flucelvax em estudos clínicos controlados. As reações gerais e no local de aplicação da vacina foram típicas daquelas observadas nas atuais vacinas usadas contra a gripe: vermelhidão e dor no local da injeção, dor de cabeça e fadiga foram as reações mais comuns.

Flucelvax é fabricada pela Novartis Vaccines and Diagnostics GmbH, em Marburg, na Alemanha.

Fonte: FDA, de 20 de novembro de 2012 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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