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EMEA recomenda retirada do Rimonabanto dos países da União Européia. Sanofi-Aventis suspende temporariamente a venda deste medicamento em todo o mundo

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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EMEA recomenda retirada do Rimonabanto dos países da União Européia. Sanofi-Aventis suspende temporariamente a venda deste medicamento em todo o mundo

A agência européia de medicamentos - The European Medicines Agency (EMEA) - concluiu uma revisão sobre o uso do Acomplia (rimonabanto) e seus efeitos psiquiátricos colaterais. Os resultados mostram que os benefícios do uso não superam os riscos e que a autorização de comercialização deve ser suspensa nos países da União Européia. O Laboratório Sanofi-Aventis optou por suspender temporariamente a venda do medicamento em todos os locais onde é comercializado.

Estudos demonstraram que pacientes que usaram o medicamento Acomplia (rimonanbanto), indicado para auxiliar na perda de peso de obesos e de pessoas com sobrepeso com fatores de risco associados, tiveram aproximadamente o dobro de risco de desenvolver problemas psiquiátricos, como ansiedade e depressão, comparado àqueles que não fizeram uso do produto.

O rimonabanto era comercializado em 18 países da Europa desde junho de 2006. No Brasil, o medicamento estava registrado desde abril de 2007 e começou a ser comercializado em 2008, após aprovação do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

Os pacientes em uso de  Acomplia deverão consultar seus médicos para receber orientações quanto à suspensão do medicamento. Os profissionais de saúde devem suspender a prescrição desta medicação e notificar as possíveis reações adversas observadas, principalmente os efeitos colaterais psiquiátricos ou neurológicos, por meio da Notivisa.

Fontes:
EMEA
Sanofi-Aventis

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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