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Conheça mais sobre o Tamiflu

terça-feira, 10 de janeiro de 2006
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Conheça mais sobre o Tamiflu


Este medicamento é usado para tratamento da gripe em adultos, adolescentes e crianças a partir de um ano de vida nas quais os sintomas da gripe tiveram início em um intervalo inferior a 48 horas. Também usado para reduzir as chances de uma pessoa que teve contato com outra contaminada com o vírus da gripe, conhecido como Influenzae, contrair a doença. Ele também reduz as chances de contágio nas situações em que há uma explosão de casos em uma comunidade. O uso do Tamiflu para reduzir as chances de pegar uma gripe foi estudado por mais de 42 dias em adultos e mais de 10 dias em crianças.

A segurança e a efetividade não foram determinadas em pessoas com doenças cardíacas crônicas ou doenças pulmonares, insuficiência renal ou em imunodeprimidos.

Segundo o Food and Drug Administration (FDA), as precauções gerais ao uso são: o Tamiflu não demonstrou tratar doenças causadas por outros vírus além do influenzae A e B, sendo que outras doenças com sintomas parecidos aos causados pelo influenzae necessitam de outros tratamentos diferentes do uso deste medicamento. Entre em contato com um profissional de saúde em caso de piora ou aparecimento de novos sintomas durante o tratamento. Fazer uso do Tamiflu não deve alterar a sua decisão de se vacinar anualmente contra influenzae. A segurança e a eficácia de tratamentos repetidos com o Tamiflu não foram estabelecidas. Não é indicado para tratamento e prevenção da gripe em pacientes com menos de um ano de idade.

Fale com um médico se você estiver usando outras medicações, se tem algum problema renal, se está tentando engravidar, está grávida ou amamentando.

Os principais efeitos colaterais são: náusea, vômitos, diarréia, bronquite, dores no estômago, vertigem e dor de cabeça.

A Roché defende a eficácia do Tamiflu contra a gripe aviária, mas um artigo publicado na revista científica New England Journal of Medicine relata evidências de que o vírus H5N1 da gripe aviária pode sofrer mutação e resistir a este medicamento. Quatro de oito pacientes no Vietnã atingidos pela gripe aviária e tratados com o Tamiflu morreram, segundo os especialistas e o médico Menno de Jong, da Unidade de Pesquisa Clínica da Universidade de Oxford no Hospital de Doenças Tropicais de Ho Chi Minh. O artigo aponta que foram feitos testes que mostravam que dois dos pacientes tinham desenvolvido resistência ao Tamiflu apesar de que, em pelo menos um caso, o antiviral foi fornecido em uma etapa muito adiantada da doença.

A Roché respondeu que os estudos confirmaram "uma rápida e constante queda da carga viral nos pacientes sobreviventes" à gripe aviária, em referência à quantidade de vírus que circula pelo corpo. Além disso, o grupo farmacêutico considera que a publicação médica "confirma a importância do Tamiflu como uma opção de tratamento e que seu armazenamento deve ser parte dos planos de prevenção" ante uma eventual epidemia de gripe aviária.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou aos países que criem reservas de antivirais para combater a possibilidade dessa epidemia, que poderia tornar-se realidade caso o vírus aviário sofra mutação e possa ser transmitido entre pessoas. A administração de drogas antivirais a toda a população não é recomendada, pois poderia acelerar o desenvolviemnto de resistência aos medicamentos. Por enquanto, a prioridade de administração deve ser dos profissionais que trabalham diretamente com aves.

Após a recomendação da OMS, a Roché recebeu solicitações de abastecimento de mais de 50 governos e aumentou sua capacidade de produção, que chegará a 300 milhões de tratamentos em 2007.

Fontes: Food and Drug Administration

Organização Mundial de Saúde

Roche

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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