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Boa notícia na luta contra a resistência bacteriana

terça-feira, 21 de junho de 2005
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Boa notícia na luta contra a resistência bacteriana

O governo dos EUA aprovou, no dia 16 de junho, um novo antibiótico que servirá como importante arma contra infecções de difícil controle. Aprovado pelo FDA, o Tygacil, quimicamente conhecido como tigecycline, é um antibiótico de uso venoso indicado para o tratamento de infecções abdominais complicadas e infecções de pele graves em adultos.

Novos antibióticos são urgentemente necessários porque as bactérias estão desenvolvendo resistência às medicações comumente usadas. O Tygacil não foi aprovado no Canadá, diz o porta-voz do Health Canada, o qual não divulgou se o novo medicamento passou por uma revisão sistemática.

A medicação é a primeira de uma nova classe de antibióticos derivada da família das tetraciclinas, diz o Dr. Edward Cox, do Food and Drug administration (FDA). "Ter uma opção terapêutica adicional é certamente um benefício", diz Cox.

O Tygacil é um antibiótico de largo espectro, pois trata uma variedade de bactérias, incluindo germes preocupantes como os chamados estafilococos resistentes à meticilina (MRSA). Uma vez disseminada em hospitais, esta bactéria agora está se espalhando na comunidade, assim como entre atletas.

O Wyeth Pharmaceuticals, fabricante do Tygacil, diz que ele pode ser usado como terapia de primeira linha e provou ser comparável a algumas combinações de duas medicações usadas atualmente. Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas e vômitos.

O Tygacil vem com precauções semelhantes ao uso de tetraciclinas: não pode ser usado em mulheres grávidas e em crianças abaixo de oito anos, devendo ser usado com cautela em pacientes alérgicos às tetraciclinas.

Fonte: Food and Drug Administration

Equipe Médica Centralx

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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