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Anvisa cancela registro dos antiinflamatórios Prexige e Arcoxia

segunda-feira, 6 de outubro de 2008
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Anvisa cancela registro dos antiinflamatórios Prexige e Arcoxia

Anvisa suspende a comercialização e o uso, em todo o país, da apresentação de 400mg do antiinflamatório Prexige (Lumiracoxibe), do laboratório Novartis, e da apresentação de 120mg do medicamento Arcoxia (Etoricoxibe), da Merck Sharp e Dohme.

O cancelamento do registro desses produtos faz parte de um processo de trabalho iniciado em julho, na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para reavaliar a segurança dos antiinflamatórios não esteróides inibidores da ciclooxigenase (Cox-2). Esta classe de medicamentos será reclassificada e só poderá ser vendida com retenção da receita médica (receituário C1 – branco) pelo estabelecimento farmacêutico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica o cancelamento do registro no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 6 de outubro, pois os especialistas entenderam que os riscos da utilização desses medicamentos superam seus benefícios. Os consumidores que estiverem fazendo uso dos medicamentos devem procurar seus médicos para que procedam à substituição dos produtos sem interromper o tratamento.

As apresentações de 60mg e 90mg do medicamento Arcoxia sofrerão adequações nas respectivas bulas para que sejam incluídas advertências de segurança quanto aos níveis pressóricos (relativos à pressão alta) e cardiovasculares.

A bula do medicamento Celebra (Celecoxibe), da empresa Pfizer, também sofrerá alterações em sua bula, com novas restrições relativas ao tempo de tratamento e à utilização durante a gravidez e o período de amamentação.

A Anvisa determinou ainda que o antiinflamatório Bextra (Parecoxibe), da Pfizer, terá seu uso restrito aos ambientes hospitalares. A medida deve-se aos riscos inerentes à classe terapêutica e à ausência de demonstração de benefícios gastro-intestinais.

Fonte: Anvisa

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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