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Vacina contra picada do escorpião está sendo pesquisada pela UFMG com chances de sucesso

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
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Vacina contra picada do escorpião está sendo pesquisada pela UFMG com chances de sucesso
O professor Carlos Chávez-Olórtegui, do Departamento de Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, e colaboradores estão desenvolvendo uma pesquisa que pode levar à descoberta de uma vacina contra a picada do escorpião Tityus serrulatus, uma das principais espécies responsáveis pelos acidentes no Brasil.


Iniciado em 1994, o estudo foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e identificou a proteína não tóxica (TsNTxP-Tityus serrulatus non-toxic protein) purificada do veneno do escorpião, obtida depois de fracionar o veneno do T. serrulatus por um procedimento chamado cromatografia de filtração molecular, o que permitiu a separação de componentes letais, tóxicos e não-tóxicos.


O professor ressalta que a proteína não tóxica, quando utilizada como imunógeno em animais experimentais, foi capaz de induzir anticorpos que não só reconheciam as toxinas presentes no veneno, como também neutralizavam todos os efeitos tóxicos produzidos pelo envenenamento com o escorpião.


A pesquisa avalia as potencialidades terapêuticas e vacinais desses anticorpos. Os pesquisadores estão estudando a melhor forma de desenvolver a vacina, imunizando animais com TsNTxP na sua forma nativa (purificada do veneno), na sua forma recombinante (por meio de engenharia genética) e também com peptídeos sintéticos, previamente identificados na estrutura primária da TsNTxP, para produzir uma nova geração de antivenenos, explica o professor Chávez-Olórtegui.


No Brasil, 50% dos casos de picadas de escorpião ocorrem em Minas Gerais. São notificados cerca de 20 mil casos por ano, com 1,5% de óbitos.

 

Fonte: Universidade Federal de Minas Gerais

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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