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Uso de inibidor da bomba de prótons e risco para doença renal crônica

terça-feira, 12 de janeiro de 2016
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Uso de inibidor da bomba de prótons e risco para doença renal crônica

Os inibidores da bomba de prótons (IBP) estão entre os medicamentos mais usados em todo o mundo e têm sido associados à nefrite intersticial aguda. Pouco é conhecido sobre a associação entre o uso de IBP e a doença renal crônica (DRC). Com o objetivo de quantificar a associação entre o uso de IBP e a incidência de doença renal crônica, em uma coorte de base populacional, foi realizado um estudo com publicação online pelo periódico JAMA Internal Medicine.

Um total de 10.482 participantes do estudo Atherosclerosis Risk in Communities fizeram parte da pesquisa. Eles apresentavam uma taxa de filtração glomerular estimada em pelo menos 60 ml/min/1,73 m² e foram seguidos desde uma primeira visita de referência entre 1º de fevereiro de 1996 e 30 de janeiro de 1999 até 31 de dezembro de 2011. Os dados foram analisados entre maio de 2015 e outubro de 2015. Os resultados foram replicados em uma coorte administrativa do Geisinger Health System com 248.751 pacientes com uma taxa de filtração glomerular estimada em pelo menos 60 ml/min/1,73 m².

O uso de IBP foi observado pelo autorrelato de exposição a esta medicação no estudo Atherosclerosis Risk in Communities ou por uma prescrição ambulatorial de IBP na coorte de replicação do Geisinger Health System. O uso de antagonista do receptor H2 foi considerado um controle negativo e comparador ativo.

A incidência de DRC foi definida utilizando os códigos de diagnóstico no momento da alta hospitalar ou óbito no Atherosclerosis Risk in Communities Study e por uma taxa de filtração glomerular sustentada ambulatorialmente de menos de 60 ml/min/1,73 m² na coorte de replicação do Geisinger Health System.

Os resultados mostraram que o uso de inibidores da bomba de prótons está associado a um maior risco de casos novos de doença renal crônica. Pesquisas futuras devem avaliar se a redução no uso de IBP reduz a incidência de DRC.

Fonte: JAMA Internal Medicine, publicação online, de 11 de janeiro de 2016

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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