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Unicamp desenvolve nova pesquisa em nanotecnologia

terça-feira, 5 de julho de 2005
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Unicamp desenvolve nova pesquisa em nanotecnologia

Pesquisa coordenada pelos químicos Nelson Duran Caballero e Oswaldo Luiz Alves na Unicamp promete revolucionar as pesquisas em nanotecnologia nesta Universidade.

Os produtos anticancerígenos disponíveis atualmente no mercado destroem todas as células independente destas serem sadias ou tumorais. O sistema, criado na Unicamp, à base de nanopartículas para liberação de fármacos antitumorais age somente contra as células cancerígenas, mantendo as demais intactas. Consiste basicamente em um composto contendo a substância violaceína que é direcionado para as células tumorais de forma seletiva através de nanopartículas de ouro de 3 a 4 nanômetros, funcionalizadas com um derivado tiolado (contendo enxofre) da ciclodextrina. A molécula da violaceína fica armazenada na cavidade hidrofóbica da ciclodextrina. A violaceína liberada da cavidade em contato com as células acaba eliminando apenas as células cancerígenas sem afetar as células normais.

Existem possibilidades de sua utilização envolver compostos que têm ação antibacteriana e antiviral, mas o sistema foi testado para células leucêmicas. Os resultados positivos foram obtidos em laboratório a partir da cultura de células in vitro. Agora serão necessários testes pré-clínicos realizados em animais e experimentos clínicos em humanos.

Segundo explica Caballero, a violaceína é originária do Brasil e extraída de uma bactéria do Rio Negro, em Manaus. Suas propriedades antitumorais foram descobertas pelos pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp na década de 80 e desde então se investiga uma formulação para tornar o produto solúvel. "Com a resolução do problema da solubilidade acabamos criando um sistema também seletivo", comemora Caballero.

"Unimos as áreas de química biológica e química de materiais em torno de uma aplicação usando todo o conhecimento já consolidado por ambos pesquisadores", salienta Oswaldo Luiz Alves. O sistema rendeu uma patente, também assinada pelos pesquisadores Iara de Fátima Gimenez, Marcelo Mantovani Martiniano de Azevedo e Patrícia da Silva Melo. A Agência de Inovação da Unicamp é a responsável pelo repasse da patente ao setor produtivo. A pesquisa está sendo divulgada na Nanotec 2005 esta semana.

Fonte: Unicamp

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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