NewsMed

Um em cada nove homens norte-americanos têm infecção oral por HPV

quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Avalie este artigo
Um em cada nove homens norte-americanos têm infecção oral por HPV

Cerca de 12% dos homens dos EUA estão infectados com papilomavírus humano (HPV) oral, de acordo com um estudo publicado pelo Annals of Internal Medicine. A prevalência entre mulheres é muito menor, cerca de 3% das mulheres nos EUA estão infectadas pelo vírus.

Saiba mais sobre "HPV (Papilomavírus humano) e verrugas genitais".

Pesquisadores da University of Florida estudaram cerca de 9.000 homens e mulheres, de 18 a 69 anos, que apresentaram amostras orais para testes de HPV como parte da National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) de 2011 a 2014. A pesquisa também revelou que:

  • A infecção oral por HPV de alto risco foi identificada em aproximadamente 7% dos homens e 1% das mulheres.
  • Entre homens e mulheres que relatam parceiros do mesmo sexo, o HPV oral de alto risco foi encontrado em 13% e 4%, respectivamente.
  • O HPV 16 oral foi seis vezes mais comum nos homens (1,8%) do que nas mulheres (0,3%).
  • A prevalência de HPV oral de alto risco foi particularmente elevada entre os homens com pelo menos dois parceiros sexuais orais do mesmo sexo em sua vida, atingindo 22%.
  • Nos homens, a prevalência de HPV oral foi maior entre as idades de 50 e 54 anos.
  • A infecção oral por HPV foi mais comum naqueles que também tinham infecção genital por HPV, ou seja, a prevalência de HPV oral entre homens com infecção genital simultânea por HPV foi quatro vezes maior (19,3%) do que entre aqueles sem ela (4,4%).
  • A probabilidade prevista de infecção por HPV oral de alto risco foi maior entre os participantes negros, naqueles que fumavam mais de 20 cigarros por dia, nos usuários atuais de maconha e naqueles que relataram 16 ou mais parceiros sexuais vaginais ou orais ao longo da vida.

Os pesquisadores observam que dos cânceres relacionados ao HPV, nos EUA, o carcinoma de células escamosas orofaríngeas é o mais comum.

Veja também sobre "Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)" e "Sexo anal: existem riscos?".

 

Fonte: Annals of Internal Medicine, em 17 de outubro de 2017

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários