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The Lancet: dapagliflozina em diabéticos tipo 2 que têm controle glicêmico inadequado com metformina, uma alternativa ao tratamento

segunda-feira, 28 de junho de 2010
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The Lancet: dapagliflozina em diabéticos tipo 2 que têm controle glicêmico inadequado com metformina, uma alternativa ao tratamento

A dapagliflozina, um inibidor seletivo do co-transportador renal de sódio-glicose (SGLT2), reduz a reabsorção renal de glicose pelo rim, aumentando a excreção urinária de glicose de uma maneira não dependente da insulina. O estudo, publicado no The Lancet, avaliou a eficácia e a segurança do uso da dapagliflozina em pacientes diabéticos tipo 2 que não apresentavam controle glicêmico adequado com o uso de metformina.

O estudo (multicêntrico, randomizado, controlado por placebo) envolveu 546 adultos com diabetes tipo 2 que recebiam diariamente metformina em dose igual ou superior a 1500 mg e mantinham um controle inadequado da glicemia. Eles foram randomizados para receberem uma das três doses de dapagliflozina, por via oral, uma vez ao dia:

  • 2,5 mg (n=137).
  • 5 mg (n=137).
  • 10 mg (n=135).
  • ou placebo (n=137).

Os pacientes continuaram recebendo a dose de metformina que usavam antes do estudo.

Na vigésima quarta semana de acompanhamento houve redução média nos níveis de hemoglobina glicosilada (HbA1C) em:

  • 0,30% no grupo recebendo placebo.
  • 0,67% no grupo recebendo 2,5 mg de dapagliflozina.
  • 0,70% no grupo recebendo 5,0 mg de dapagliflozina.
  • 0,84% no grupo recebendo 10,0 mg de dapagliflozina.

Os sintomas de hipoglicemia foram semelhantes em todos os grupos recebendo dapagliflozina (2-4%) e no grupo recebendo placebo (3%).

Os resultados mostram que a dapagliflozina é uma alternativa terapêutica a ser associada à metformina no tratamento de diabéticos tipo 2 que mantêm níveis glicêmicos inadequados com o uso deste último medicamento.

A dapagliflozina parece também acelerar a perda de peso em diabéticos e reduzir a pressão arterial. Por outro lado, pacientes em uso desta medicação podem ter um risco maior de infecções genitais e urinárias.

Fonte: The Lancet, volume 375, de 26 de junho de 2010.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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