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Terapia de Reposição Hormonal eleva risco de câncer de ovário, além de elevar o risco de câncer de mama e de útero em mulheres na pós-menopausa

terça-feira, 24 de abril de 2007
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Terapia de Reposição Hormonal eleva risco de câncer de ovário, além de elevar o risco de câncer de mama e de útero em mulheres na pós-menopausa

O estudo Million Women Study (Estudo de um Milhão de Mulheres), conduzido na Grã-Bretanha com a participação de cerca de um milhão de mulheres acima de 50 anos na pós-menopausa, mostrou que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) usada para aliviar os sintomas da perda hormonal desta fase da vida - a qual pode levar à osteoporose, ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, à diminuição da libido e à depressão - pode elevar não só o risco de câncer de mama e no útero, mas também o risco de adquirir câncer de ovário e de morte por este tipo de tumor.

Ao analisar 948.576 mulheres, o Million Women Study sugere que o risco de desenvolver e morrer de câncer no ovário é 20% maior para quem faz a terapia de reposição hormonal (TRH). Resultados de 2003 desde estudo haviam mostrado que o uso de TRH combinada dobra o risco de câncer de mama e aumenta também o risco de câncer no útero (câncer no endométrio). O aumento nos riscos de câncer de ovário é o mesmo para todos os tipos de terapia, mas volta a cair alguns anos após o fim do tratamento.

As descobertas fizeram com que médicos recomendassem que as mulheres considerem os riscos antes de começarem a fazer a TRH e tomem a menor dose possível no espaço mais curto de tempo.

Segundo os pesquisadores, os cânceres de ovário, mama e útero representam 40% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres britânicas, e essa incidência é 63% maior nas que fazem terapia de reposição hormonal.

O Million Women Study é um projeto de colaboração entre o Cancer Research UK e o National Health Service Breast Screening Programme, com fundos adicionais do Medical Research Council (que teve seu início em 1996 com o objetivo de responder às questões que afetam a saúde das mulheres na pós-menopausa). O principal foco do estudo é relatar os efeitos do uso da TRH. A próxima etapa é solicitar amostras de sangue das participantes para que sejam incluídas análises bioquímicas e genéticas, além das análises obtidas através das respostas dos questionários previamente enviados a elas. Esta parte do estudo começou em 2005 e continua agora em 2007.

Para maiores informações sobre este estudo acesse http://www.millionwomenstudy.org

Fonte: The Lancet

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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