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Ter um cachorro está associado a menor risco de morte a longo prazo

quarta-feira, 30 de outubro de 2019
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Ter um cachorro está associado a menor risco de morte a longo prazo

A posse de cães tem sido associada à diminuição do risco cardiovascular. Relatórios recentes sugeriram uma associação da companhia de cães com níveis mais baixos de pressão arterial, perfil lipídico aprimorado e respostas simpáticas diminuídas ao estresse.

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No entanto, não está claro se a posse de cães está associada a uma melhor sobrevivência, pois estudos anteriores produziram resultados inconsistentes.

Dessa forma, foi realizada uma revisão sistemática e meta-análise, publicada pelo periódico Circulation, para avaliar a associação da posse de cães com mortalidade por todas as causas, com e sem doença cardiovascular prévia, e com mortalidade cardiovascular.

Estudos publicados entre 1950 e 24 de maio de 2019 foram identificados através de pesquisa nas bases de dados Embase e PubMed. Os estudos observacionais selecionados avaliaram a posse inicial de cães e a subsequente mortalidade por todas as causas ou mortalidade cardiovascular.

Dois revisores independentes extraíram os dados. Avaliou-se dados agrupados usando o modelo de efeitos aleatórios. Uma possível limitação foi que as análises não foram ajustadas para fatores de confusão. Foram incluídos dez estudos com dados de 3.837.005 participantes (530.515 eventos; seguimento médio de 10,1 anos).

A posse de cães foi associada a uma redução de 24% no risco de mortalidade por todas as causas em comparação com não possuir um cachorro (risco relativo, 0,76; IC 95%, 0,67-0,86), com 6 estudos demonstrando uma redução significativa no risco de morte.

Notavelmente, em indivíduos com eventos coronarianos anteriores, morar em uma casa com um cão foi associado a uma redução de risco ainda mais acentuada para mortalidade por todas as causas (risco relativo, 0,35; IC 95%, 0,17-0,69; I², 0%).

Além disso, quando restringimos as análises a estudos que avaliam a mortalidade cardiovascular, a posse de cães conferiu uma redução de 31% no risco de morte cardiovascular (risco relativo, 0,69; IC 95%, 0,67-0,71; I², 5,1%).

O estudo concluiu que a posse de cães está associada a menor risco de morte a longo prazo, o que é possivelmente causado por uma redução na mortalidade cardiovascular.

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Fonte: Circulation, vol. 12, nº 10, em outubro de 2019.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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