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Segurança e eficácia do hormônio de crescimento como terapia antienvelhecimento são questionadas em revisão de literatura publicada no Annals of Internal Medicine

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
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Segurança e eficácia do hormônio de crescimento como terapia antienvelhecimento são questionadas em revisão de literatura publicada no Annals of Internal Medicine

A última edição da revista médica Annals of Internal Medicine publicou um estudo de revisão sobre o impacto da reposição de hormônio de crescimento (GH) na saúde de homens e mulheres. Realizado por pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, foram analisados 31 estudos científicos sobre o tema. A conclusão da revisão mostra que a literatura publicada e revisada para avaliar a utilização do hormônio de crescimento (GH) no envelhecimento saudável está associada a pequenas modificações na composição corporal e aumento de efeitos adversos. Com base nessas evidências, o GH não deve ser recomendado para terapia antienvelhecimento.

Os autores coletaram estudos da MEDLINE e EMBASE em língua inglesa publicados desde novembro de 2005 usando os termos hormônio de crescimento e envelhecimento.

Os participantes dos estudos foram pessoas com idade média de 69 anos e com sobrepeso (índice de massa corporal maior que 28). A dose média de GH usada foi de 14 microgramas por quilo de peso e a duração do tratamento foi, em média, 27 semanas. Nos participantes tratados com GH, comparados aos não tratados, a massa gorda diminuiu e a massa magra aumentou, mas o peso não mudou significativamente. O nível total de colesterol diminuiu, embora não significativamente depois de ajustes nas mudanças da composição corporal. Densidade de massa óssea e outros níveis de lipídeos não sofreram modificações. Pessoas tratadas com GH foram significativamente mais propensas a apresentar edema, artralgias, síndrome do túnel do carpo e ginecomastia, além de diabetes mellitus e alterações dos níveis glicêmicos.

O hormônio do crescimento é responsável, dentre outras funções, pelo controle da multiplicação celular, pela distribuição de gordura e pela formação de músculos. Com a idade, sua produção tende a diminuir - o que não significa necessariamente que doses extras deste hormônio possam deter a ação do tempo sobre o organismo.

Embora largamente utilizado como terapia antienvelhecimento, seu uso não é aprovado para este propósito pelo FDA (Food and Drug Administration) e sua distribuição como agente antienvelhecimento é ilegal nos Estados Unidos. Oficialmente a terapia de reposição de GH é indicada apenas para crianças com baixa estatura por deficiência da substância e para adultos com queda hormonal grave.


Fonte: Annals of Internal Medicine

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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