Risco de trombose dobra após quatro horas seguidas de viagem

A chance de desenvolver trombose venosa profunda dobra após quatro horas seguidas de viagem, segundo informação da World Health Organization (WHO). O estudo realizado estimou que um em cada 6 mil passageiros de percursos de longa distância corre este risco.
Pessoas altas que viajam com as pernas apertadas entre poltronas ou bancos e pessoas muito baixas que não apóiam os pés no chão estão particularmente vulneráveis a desenvolver coágulos, os quais estão associados à imobilidade durante o trajeto.
Obesos, mulheres que usam pílulas anticoncepcionais e portadores de desordens de coagulação também são mais susceptíveis, assim como os que viajam com freqüência e os que fazem viagens cujo trajeto é longo.
Há um maior risco de tromboembolismo venoso durante viagens em que os passageiros ficam sentados e imóveis por mais de quatro horas seguidas, não importando o meio de transporte: carro, avião, ônibus ou trem, disse Catherine Le Gales-Camus, diretora assistente geral de doenças não comunicáveis e saúde mental da WHO.
A causa do risco é a imobilidade. Sem as contrações musculares regulares, o sangue começa a se “empoçar” nas pernas e cria condições para a formação de coágulos ou trombos no sistema venoso profundo. A trombose pode não ter sintomas ou causar dor na panturrilha (batata da perna) e edema (inchaço) nas áreas afetadas.
Cerca de 2 bilhões de pessoas viajam de avião a cada ano e muito mais viaja por via terrestre por períodos prolongados. Especialistas dizem que a prevalência de trombose é relativamente baixa - um em cada 6 mil, incluindo os com pequenos coágulos ou com trombose assintomática. Isto significa que, em média, uma pessoa é afetada a cada 20 vôos de longa distância carregando 300 passageiros.
Para reduzir estas estatísticas, é necessário que os passageiros exercitem os músculos das panturilhas durante as viagens, movimentando os pés e os joelhos de cima para baixo e de baixo para cima, saindo de seus assentos por alguns minutos, quando possível. Também é importante evitar medicamentos para dormir, álcool em excesso e o uso de roupas apertadas que atrapalham a circulação.
Fonte: World Health Organization
