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Risco de histerectomia 5 anos após ablação endometrial é de 12%

segunda-feira, 17 de julho de 2023
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Risco de histerectomia 5 anos após ablação endometrial é de 12%

Estudo publicado na revista científica Obstetrics & Gynecology buscou avaliar o risco de histerectomia após ablação endometrial não ressectoscópica em pacientes com sangramento menstrual intenso.

Os bancos de dados EMBASE, MEDLINE, ClinicalTrials.gov e Cochrane foram pesquisados para artigos elegíveis desde o início até 13 de junho de 2022. Usou-se combinações de termos de pesquisa para ablação endometrial e histerectomia.

Os artigos incluídos na revisão descreveram a incidência de histerectomia em um ponto específico no tempo após a ablação, com duração mínima de acompanhamento de 12 meses.

A busca na literatura resultou em um total de 3.022 ocorrências. Um total de 53 estudos preencheram os critérios de inclusão e exclusão, incluindo seis estudos retrospectivos, 24 ensaios clínicos randomizados e 23 estudos prospectivos.

Um total de 48.071 pacientes foram submetidas à ablação endometrial entre 1992 e 2017. A duração do seguimento variou entre 12 e 120 meses.

Análises por momento de acompanhamento mostraram taxa de histerectomia de 4,3% em 12 meses de acompanhamento (n = 29 estudos), 11,1% em 18 meses (n = 1 estudo), 8,0% em 24 meses (n = 11 estudos), 10,2% aos 36 meses (n = 12 estudos), 7,6% aos 48 meses (n = 2 estudos) e 12,4% aos 60 meses (n = 6 estudos).

Dois estudos relataram uma taxa média de histerectomia em 10 anos após a ablação de 21,3%. Diferenças clinicamente relevantes mínimas nas taxas de histerectomia foram observadas entre os diferentes desenhos de estudo. Além disso, não foram encontradas diferenças significativas na taxa de histerectomia entre os diferentes dispositivos de ablação endometrial não ressectoscópica.

Este estudo concluiu que o risco de histerectomia após ablação endometrial parece aumentar de 4,3% após 1 ano para 12,4% após 5 anos. Os médicos podem usar os resultados desta revisão para aconselhar as pacientes sobre o risco de 12% de histerectomia 5 anos após a ablação endometrial.

Leia sobre "Histerectomia ou retirada do útero", "Menorragia", "Endometriose" e "Histeroscopia: como é o exame".

 

Fonte: Obstetrics & Gynecology, Vol. 142, Nº 1, em julho de 2023.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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