NewsMed

Risco aumentado de câncer de colo de útero com o uso de pílulas anticoncepcionais orais é reversível

sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Avalie este artigo
Risco aumentado de câncer de colo de útero com o uso de pílulas anticoncepcionais orais é reversível

Pesquisa publicada no The Lancet envolveu 52.000 mulheres e observou que o risco de câncer de colo uterino aumenta com o tempo em que o anticoncepcional é usado e que após ter parado de usar a pílula por 10 anos, o risco de ter câncer de colo uterino é o mesmo tanto para mulheres que nunca usaram pílula, quanto para aquelas que pararam de usar.

O estudo também mostra que as mulheres que estão usando pílulas por pelo menos 5 anos, apresentam um risco 2 vezes maior de desenvolver câncer de colo de útero do que aquelas que nunca usaram anticoncepcional oral. Mas este risco diminui assim que as mulheres suspendem a pílula.

A coordenadora do estudo, Jane Green, uma pesquisadora da unidade de epidemiologia do Cancer Research - Universidade de Oxford, diz: “A pílula é uma das formas mais efetivas de contracepção e a longo prazo o pequeno aumento do risco de desenvolver câncer de colo de útero ou de mama é compensado pelo menor risco de desenvolver câncer de ovário ou de endométrio.” O mais importante neste estudo é que ele é o primeiro a mostrar o que acontece com o risco de câncer de colo de útero quando uma mulher pára de tomar pílulas.

As pílulas anticoncepcionais foram lançadas no Reino Unido em 1961. Estudos passados mostram que os contraceptivos orais aumentam o risco de desenvolver câncer cervical (colo de útero) e de mama, mas que reduzem o risco de câncer de ovário e de endométrio. Especialistas dizem que o risco aumentado para quem usa pílulas é pequeno e recomendam exames ginecológicos regulares para a prevenção de tumores.

Fonte: The Lancet

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários