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Prevenção do parto prematuro: teste de saliva pode identificar risco de nascimento prematuro, segundo artigo do BJOG

quinta-feira, 23 de julho de 2009
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Prevenção do parto prematuro: teste de saliva pode identificar risco de nascimento prematuro, segundo artigo do BJOG

A progesterona é um hormônio esteróide produzido, a partir da puberdade, pelo corpo lúteo e pela placenta durante a gestação. É um hormônio essencial na manutenção da gravidez.

Cientistas da University College London e do King’s College London coletaram amostras de saliva de 92 gestantes. Todas as mulheres que participaram do estudo tinham risco aumentado de parto prematuro (elas foram selecionadas por apresentarem pelo menos um fator de risco para parto prematuro como história prévia deste evento, abortamento tardio, etc). Amostras de saliva foram coletadas e analisadas semanalmente desde a 24ª semana de gestação até 34 semanas ou até o nascimento do bebê (o que aconteceu primeiro). As mulheres foram divididas em 3 grupos: nascimento antes de 34 semanas, nascimento entre 34-37 semanas e nascimento a termo (após 37 semanas).

Os resultados mostraram que a concentração de progesterona na saliva de mulheres que entram em trabalho de parto espontâneo antes de 34 semanas de gestação é significativamente mais baixa do que naquelas com partos a termo, ou seja, após 37 semanas, e que essa diminuição nos níveis de progesterona acontecem a partir de 24 semanas.

A progesterona é conhecida por seus efeitos anti-inflamatórios. Baixos níveis deste hormônio no organismo materno pode contribuir para infecções bacterianas, uma causa reconhecida de parto prematuro. Baseados nesses achados, os pesquisadores acreditam que a progesterona na saliva pode ser útil como preditora de trabalho de parto prematuro. Isto pode ajudar na decisão sobre o uso de medicamentos para desenvolver o pulmão de futuros recém-nascidos pré-termos ainda dentro do útero.

Estudos envolvendo maior número de pacientes são ainda necessários para validar estes achados preliminares.

Fonte: BJOG - An International Journal of Obstetrics and Gynaecology

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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