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Pesquisadores desenvolvem método de entrega minimamente invasiva de agentes terapêuticos na cavidade pericárdica para reparo cardíaco

segunda-feira, 22 de março de 2021
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Pesquisadores desenvolvem método de entrega minimamente invasiva de agentes terapêuticos na cavidade pericárdica para reparo cardíaco

As doenças cardiovasculares continuam sendo a causa de morte número 1 nas sociedades ocidentais. Em um ataque cardíaco ou infarto do miocárdio (IM) maior, um paciente pode perder cerca de um bilhão de cardiomiócitos saudáveis. A área isquêmica será infiltrada por células inflamatórias e posteriormente substituída por fibrose cardíaca. Uma vez que ocorra insuficiência cardíaca avançada, o transplante cardíaco é a única opção.

As terapias regenerativas com células vivas, proteínas e ácidos nucléicos têm como objetivo alterar a trajetória da remodelação cardíaca adversa e promover o reparo cardíaco do início. No entanto, é difícil administrar terapêuticas ao coração com alta eficiência, baixa invasividade e baixo custo. Um patch (ou remendo) cardíaco é uma forma eficaz de administrar terapêuticas ao coração, embora tais procedimentos normalmente sejam invasivos e difíceis de realizar, exigindo cirurgia de tórax aberto.

Neste estudo, publicado pela revista Nature Communications, pesquisadores desenvolveram e testaram um método para utilizar a cavidade pericárdica como um “molde” natural para a formação de remendo cardíaco in situ após injeção intrapericárdica de terapêutica em hidrogéis biocompatíveis.

Em modelos de infarto do miocárdio em roedores, demonstrou-se que a injeção intrapericárdica é um método eficaz e seguro para administrar hidrogéis contendo células progenitoras cardíacas derivadas de células-tronco pluripotentes induzidas ou exossomos derivados de células-tronco mesenquimais.

Após a injeção, os hidrogéis formam uma estrutura semelhante a um patch cardíaco na cavidade pericárdica, mitigando a resposta imune e aumentando a retenção cardíaca da terapêutica. Com reparo cardiovascular robusto e estimulação de células derivadas do epicárdio, a terapêutica administrada atenua a remodelação cardíaca e melhora as funções cardíacas após o infarto do miocárdio.

Além disso, demonstrou-se a viabilidade da injeção intrapericárdica minimamente invasiva em um modelo suíno clinicamente relevante.

Coletivamente, o estudo estabelece a injeção intrapericárdica como um método seguro e eficaz para administrar hidrogéis com suporte terapêutico ao coração para reparo cardíaco.

Leia sobre "Doenças cardiovasculares", "Infarto do miocárdio" e "Sinais de doenças cardíacas em mulheres".

 

Fonte: Nature Communications, publicação em 03 de março de 2021.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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