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Pesquisa questiona relação entre doença não-proliferativa e o câncer de mama

terça-feira, 26 de julho de 2005
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Pesquisa questiona relação entre doença não-proliferativa e o câncer de mama

A doença benigna da mama está sendo diagnosticada mais freqüentemente com o rastreamento realizado pela mamografia, a qual faz uma estimativa de risco mais confiável para mulheres que recebem este diagnóstico, de acordo com o Dr. Lynn C. Hartmann, da Mayo Clinic College of Medicine in Rochester, Minnesota.

Para a investigação, foram observadas 9087 mulheres tratadas para doença benigna da mama entre 1967 e 1991 na Mayo Clinic. Doença não proliferativa foi diagnosticada em 66,7%, doença proliferativa sem atipia em 29,6% e hiperplasia com atipia em 3,7%. Durante 15 anos de seguimento, 707 casos de câncer de mama foram documentados.

O risco relativo associado com atipia comparado ao da população geral foi de 4,24. Para lesões proliferativas sem atipia e para lesões não proliferativas foi de 1,88 e 1,27 respectivamente. O risco excessivo persistiu por pelo menos 25 anos depois da biópsia inicial.

Os autores observaram uma significante interação entre idade e hiperplasia atípica. O risco de câncer de mama foi 6,99 vezes maior que o risco esperado quando o diagnóstico ocorreu antes da idade de 45 anos e 3,37 vezes maior se diagnosticado depois de 55 anos.

A presença de história familiar para câncer de mama tem algum efeito no risco associado com a histopatologia. Entre mulheres com achados não proliferativos e com pelo menos um parente de primeiro grau com câncer de mama, o risco relativo foi de 1,62. Naqueles sem história familiar, o risco não foi mais elevado do que o visto na população geral.

Entre as mulheres com hiperplasia atípica e sem história familiar, o risco relativo foi de 2,95. E naquelas com história familiar foi de 4,00.

Em um artigo relacionado, o Dr. Joann G. Elmore da University of Washington School of Medicine em Seattle e o Dr. Gerd Gigerenzer do Max Planck Institute for Human Development em Berlim esclareceram que embora o risco relativo deva ser explicado para os pacientes, "deve-se deixar claro que este é um risco para o diagnóstico, não um risco de morte, e que o tratamento melhorou acentuadamente nos últimos anos".

Fonte: The New England Journal of Medicine

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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