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Papel da inflamação, dos antibióticos e da dieta no microbioma intestinal de crianças com Doença de Crohn

quinta-feira, 15 de outubro de 2015
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Papel da inflamação, dos antibióticos e da dieta no microbioma intestinal de crianças com Doença de Crohn

Inflamação, uso de antibióticos e dieta afetam de forma independente o microbioma na Doença de Crohn, de acordo com trabalho publicado pelo periódico Cell Host & Microbe.

O desequilíbrio da flora intestinal bacteriana - disbiose intestinal - é característica da Doença de Crohn. Os tratamentos da doença incluem mudanças na dieta e anticorpos imunossupressores anti-TNF, bem como antibioticoterapia acessória. No entanto, seus efeitos sobre a composição do microbioma são indeterminados.

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, usando sequenciamento metagenômico por shotgun, analisaram amostras fecais de uma coorte pediátrica prospectiva de pacientes com Doença de Crohn iniciando o tratamento com anticorpos anti-TNF ou nutrição enteral, revelando o complemento total e dinâmico de bactérias, fungos, arqueobactérias e vírus durante o tratamento.

A adesão bacteriana foi independentemente associada à inflamação intestinal, uso de antibióticos e terapia. A exposição a antibióticos foi associada ao aumento da disbiose, enquanto a disbiose diminuiu com a redução da inflamação intestinal. As proporções fúngicas aumentam com a doença e o uso de antibióticos. A terapia dietética tem efeitos independentes e rápidos na composição do microbioma, efeitos estes distintos de outras mudanças induzidas pelos estressores, e efetivamente reduz a inflamação. Estes resultados revelam que a disbiose resulta de efeitos independentes da inflamação, dieta e de uso de antibióticos e lançam uma esperança para tratamentos futuros da Doença de Crohn.

Fonte: Cell Host & Microbe, volume 18, número 4, de 14 de outubro de 2015

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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