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Obesidade e idade na menopausa desempenham papel integral no risco de insuficiência cardíaca entre as mulheres

terça-feira, 3 de maio de 2022
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Obesidade e idade na menopausa desempenham papel integral no risco de insuficiência cardíaca entre as mulheres

Os dados de um novo estudo, publicado no Journal of the American Heart Association, estão fornecendo informações sobre o risco elevado de insuficiência cardíaca associado ao aumento do IMC e da circunferência da cintura com base na idade em que a mulher entra na menopausa.

Os resultados do estudo de 4.500 pessoas indicam que a obesidade estava associada ao aumento do risco de insuficiência cardíaca em todas as faixas etárias, mas esse risco foi mais aparente entre as mulheres com obesidade que entraram na menopausa aos 55 anos ou mais tarde.

“Há uma lacuna no conhecimento sobre a possível influência da menopausa tardia – ocorrendo aos 55 anos ou mais – na incidência de insuficiência cardíaca”, disse a investigadora principal Imo A. Ebong, MD, professora associada de medicina na divisão de medicina cardiovascular da Universidade da Califórnia Davis, em um comunicado. “Sabemos que a obesidade aumenta o risco de desenvolver insuficiência cardíaca, e o início da menopausa está associado ao aumento da gordura corporal. Em nosso estudo, investigamos se e como a obesidade afeta a relação entre a idade na menopausa e o risco futuro de desenvolver insuficiência cardíaca”.

Leia sobre "Menopausa precoce e menopausa tardia", "Circunferência abdominal e doenças cardiovasculares" e "Repercussões cardíacas da obesidade".

No artigo, considerando como os mecanismos que ligam a idade na menopausa e a incidência de insuficiência cardíaca (IC) são controversos, os pesquisadores objetivaram investigar a heterogeneidade da obesidade na relação entre a idade na menopausa e a incidência de IC.

Usando dados de mulheres na pós-menopausa que participaram do Atherosclerosis Risk in Communities Study Visit 4, estimou-se as taxas de risco de IC incidente associada à idade na menopausa usando modelos de riscos proporcionais de Cox, testando a modificação do efeito pela obesidade e ajustando os fatores de risco da IC.

As mulheres foram categorizadas por idade na menopausa: <45 anos, 45 a 49 anos, 50 a 54 anos e ≥55 anos. Entre 4.441 mulheres na pós-menopausa, com idade média de 63,5 ± 5,5 anos, houve 903 eventos de IC incidente em um seguimento médio de 16,5 anos.

O risco atribuível da obesidade generalizada e central para incidência de IC foi maior entre as mulheres que passaram pela menopausa com idade ≥55 anos: 11,09/1.000 pessoas-ano e 7,38/1.000 pessoas-ano, respectivamente.

Houve interações significativas da idade na menopausa com índice de massa corporal e circunferência da cintura para incidência de IC (P para interação 0,02 e 0,001, respectivamente).

As razões de risco de IC incidente para um aumento de 1 desvio padrão (DP) no índice de massa corporal foram elevadas em mulheres com idade na menopausa <45 anos (1,39 [1,05-1,84]); de 45 a 49 anos (1,33, [1,06-1,67]); e ≥55 anos (2,02, [1,41-2,89]).

A razão de risco de IC incidente para um aumento de 1 DP na circunferência da cintura foi elevada apenas em mulheres com idade na menopausa ≥55 anos (2,93, [1,85-4,65]).

O estudo concluiu que, à medida que a obesidade piorou, o risco de desenvolver insuficiência cardíaca tornou-se significativamente maior quando comparado com mulheres com menor índice de massa corporal e circunferência da cintura, particularmente entre aquelas que tiveram menopausa com idade ≥55 anos.

Saiba mais sobre "Insuficiência cardíaca congestiva", "Sinais de doenças cardíacas em mulheres" e "Menopausa".

 

Fontes:
Journal of the American Heart Association, Vol. 11, Nº 8, em abril de 2022.
Pratical Cardiology, notícia publicada em 13 de abril de 2022.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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