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O sal da dieta promove comprometimento cognitivo através da fosforilação da proteína tau

sexta-feira, 25 de outubro de 2019
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O sal da dieta promove comprometimento cognitivo através da fosforilação da proteína tau

Os hábitos alimentares e os fatores de risco vasculares promovem a doença de Alzheimer e o comprometimento cognitivo causado por fatores vasculares. Além disso, o acúmulo de tau hiperfosforilada, uma proteína associada a microtúbulos e uma característica da patologia de Alzheimer, também está ligada ao comprometimento cognitivo vascular.

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Estudo anterior demonstrou que, em camundongos, uma dieta rica em sal leva à disfunção cognitiva associada a um déficit de óxido nítrico nas células endoteliais cerebrais e à hipoperfusão cerebral.

Neste estudo, publicado pela revista Nature, pesquisadores relataram que o sal da dieta induz hiperfosforilação da tau seguida de disfunção cognitiva em camundongos, e que esses efeitos são evitados pela restauração da produção de óxido nítrico endotelial.

Os camundongos foram alimentados com uma dieta que continha entre 8 e 16 vezes a quantidade normal de sal, sendo posteriormente realizados os testes cognitivos. Após dois meses de dieta, os camundongos não conseguiram reconhecer novos objetos que os foram apresentados e foram muito mais lentos na saída de um labirinto do que aqueles em uma dieta normal.

O mecanismo observado é que a deficiência de óxido nítrico reduz a nitrosilação da calpaína neuronal e resulta na ativação enzimática, que, por sua vez, leva à fosforilação da proteína tau pela ativação da quinase 5 dependente de ciclina (CDK5).

O comprometimento cognitivo induzido por sal não é observado em camundongos com tau nula ou em camundongos tratados com anticorpos anti-tau, apesar da persistente hipoperfusão cerebral e disfunção neurovascular.

Esses achados identificam um nexo de causalidade entre sal na dieta, disfunção endotelial e patologia da tau, independente da insuficiência hemodinâmica.

Evitar a ingestão excessiva de sal e a manutenção da saúde vascular pode ajudar a evitar as patologias vasculares e neurodegenerativas subjacentes à demência em idosos.

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Fonte: Nature, publicação em 23 de outubro de 2019.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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