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O consumo de cafeína aumenta o risco de fibrilação atrial de início recente?

quarta-feira, 25 de julho de 2018
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O consumo de cafeína aumenta o risco de fibrilação atrial de início recente?

A cafeína tem sido considerada um gatilho para a fibrilação atrial (FA). Com o objetivo de avaliar a relação entre a cafeína consumida e a incidência de FA, foi realizada uma meta-análise incluindo uma análise dose-resposta, publicada pelo periódico Karger Cardiology.

Dados de estudos selecionados incluíram 176.675 indivíduos (FA em 9.987 [5,7%]). O conteúdo de cafeína variou muito, desde 40 a 180 mg por xícara de café. Para fins dos cálculos do estudo em questão, os pesquisadores assumiram o valor de 140 mg de cafeína em uma xícara padrão de café de 355 ml.

Nenhuma diferença significativa foi encontrada na incidência de FA quando os indivíduos que consumiram menos de 2 xícaras de café por dia foram comparados com os indivíduos com maior consumo (1,068 [0,937–1,216]). O risco de FA foi maior entre os indivíduos que consumiram menos de 2 xícaras de café por dia, quando comparados com os indivíduos com maior consumo diário. Uma menor incidência de FA foi encontrada entre as pessoas que consomem mais de 436 mg por dia.

Conclui-se neste estudo que a incidência de FA não é aumentada pelo consumo de café. De fato, encontramos uma menor incidência de FA quando o consumo de cafeína ultrapassou 436 mg/dia. Portanto, com base nas evidências disponíveis, não há associação entre a ingestão de cafeína e o risco de FA.

Saiba mais sobre "Fibrilação atrial".

 

Fonte: Karger Cardiology, Vol. 140, No. 2, 2018.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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