NewsMed

Níveis mais elevados de ocitocina e depressão passada podem prever gravidade dos sintomas depressivos no pós-parto

terça-feira, 5 de abril de 2016
Avalie este artigo
Níveis mais elevados de ocitocina e depressão passada podem prever gravidade dos sintomas depressivos no pós-parto

Pesquisadores do Department of Psychiatry and Behavioral Sciences, na Northwestern University Feinberg School of Medicine, examinaram as concentrações de ocitocina no plasma e a gravidade dos sintomas da depressão no pós-parto (DPP) em mulheres que não estavam deprimidas durante a gravidez e se estas concentrações diferiam com a história prévia ou não de transtorno depressivo maior (TDM).

Foram avaliadas a história psiquiátrica e a ocitocina plasmática em 66 mulheres grávidas saudáveis no terceiro trimestre e os sintomas depressivos em seis semanas após o parto. A análise de regressão linear foi utilizada para examinar a ocitocina e a gravidade dos sintomas de DPP e a moderação de ocitocina e DPP de acordo com a história prévia ou não de transtorno depressivo maior.

Mulheres com (n=13) e sem (n=53) passado de TDM diferiam no terceiro trimestre na gravidade dos sintomas da DPP, mas não no nível de ocitocina, fatores demográficos ou nos resultados do parto. Controlando os sintomas depressivos no terceiro trimestre, o nível de ocitocina não estava relacionado à gravidade dos sintomas da DPP.

No entanto, o nível de ocitocina interagiu com o passado de TDM para prever a gravidade dos sintomas da DPP (p=0,003). Níveis mais elevados de ocitocina puderam prever uma maior gravidade dos sintomas de DPP em mulheres com passado de TDM (p=0,019), mas não em mulheres sem passado de TDM (p=0,216). A replicação deste estudo em uma amostra maior e os desafios metodológicos devem ser discutidos para melhor avaliar os resultados encontrados.

 

Fonte: Archives of Women's Mental Health, publicação online, de 8 de março de 2016

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários