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Níveis mais altos de vitamina D podem reduzir o risco de câncer colorretal

terça-feira, 19 de junho de 2018
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Níveis mais altos de vitamina D podem reduzir o risco de câncer colorretal

Um projeto de agrupamento internacional de 17 coortes, coordenado por Marjorie L. McCullough, Doutora em Ciências, da American Cancer Society, em Atlanta, que juntamente com seus colaboradores reuniram dados de 5.706 participantes de casos de câncer colorretal e 7.107 participantes de controle, de estudos experimentais e epidemiológicos, avaliou a associação entre os níveis circulantes de vitamina D e risco de câncer colorretal.

Os pesquisadores descobriram que os níveis deficientes de 25(OH)D (<30 nmol/L) foram associados a um risco de câncer colorretal 31% maior (risco relativo [RR] 1,31), enquanto níveis de 25(OH)D acima da normalidade (75 a ≤ 87,5 e 87,5 a <100 nmol/L) foram associados com menor risco (RR 0,81 e 0,73, respectivamente), em comparação com aqueles dentro da faixa inferior de normalidade para a saúde óssea (50 a <62,5 nmol/L).

O risco não continuou a diminuir com 25(OH)D ≥ 100 nmol/L. O risco de câncer colorretal foi 19% menor em mulheres (RR 0,81; intervalo de confiança de 95% entre 0,75 a 0,87) e 7% menor em homens (RR 0,93; intervalo de confiança de 95% entre 0,86 a 1,00) para cada 25 nmol/L de incremento na circulação sanguínea de 25(OH)D.

“As concentrações ótimas de 25(OH)D para redução do risco de câncer colorretal, 75 a 100 nmol/L, parecem mais altas do que as atuais recomendações do Institute of Medicine, que baseiam-se unicamente na saúde dos ossos”, escrevem os autores. No entanto, mesmo com os resultados do presente estudo, as concentrações circulantes de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] que minimizam o risco são ainda desconhecidas.

Leia sobre "Câncer Colorretal" e "Deficiência de vitamina D".

 

Fonte: Journal of the National Cancer Institute, em 14 de junho de 2018

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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