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Mulheres são menos propensas a sobreviver ao infarto agudo do miocárdio com parada cardíaca fora do hospital

quarta-feira, 21 de setembro de 2022
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Mulheres são menos propensas a sobreviver ao infarto agudo do miocárdio com parada cardíaca fora do hospital

Estudo publicado na revista Mayo Clinic Proceedings buscou avaliar o impacto do sexo do paciente nos resultados e no manejo de pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM) com parada cardíaca fora do hospital (PCFH).

Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo de base populacional em pacientes com IAM admitidos com PCFH entre 2010 e 2017 a partir do registro Myocardial Ischaemia National Audit Project (MINAP). Usou-se modelos de regressão logística multivariada para avaliar o papel do sexo como preditor de resultados clínicos e de estratégia de tratamento.

Dos 16.278 pacientes, as mulheres constituíam quase um quarto da população (n = 3.710 [22,7%]). As mulheres eram mais velhas (idade mediana de 69 [IQR, 57-79] anos vs 63 [IQR, 54-72] anos, P <0,001), experimentaram maior tempo desde a ligação até a chegada ao hospital (mediana, 1,2 horas vs 1,1 horas; P = 0,008), eram menos propensas a apresentar ritmo chocável (86,8% vs 91,5%, P <0,001) e menos propensas a receber terapia antiplaquetária dupla (73,8% vs 78,6%, P <0,001), beta bloqueadores (64,7% vs 72,3%, P <0,001), inibidores da enzima conversora de angiotensina (49,0% vs 55,3%, P <0,001), angiografia coronária (73,7% vs 83,3%, P <0,001) e intervenção coronária percutânea (37,5% vs. 40,7%, p 0,004).

Após o ajuste para as características do paciente e manejo, as mulheres tiveram chances significativamente maiores de morte intra-hospitalar em comparação com os homens (odds ratio [OR], 1,3; IC 95%, 1,1 a 1,5) e menores chances de receber angiografia coronária (OR, 0,67; IC 95%, 0,59 a 0,75) e cirurgia de ponte de safena (OR, 0,28; IC 95%, 0,19 a 0,40).

O estudo concluiu que as mulheres foram menos propensas a sobreviver após parada cardíaca fora do hospital secundária ao infarto agudo do miocárdio. Protocolos hospitalares que minimizem o viés médico e melhorem a comunicação do médico com a mulher são necessários para fechar essa lacuna.

Leia sobre "Sinais de doenças cardíacas em mulheres", "Infarto do Miocárdio" e "Parada cardíaca".

 

Fonte: Mayo Clinic Proceedings, Vol. 97, Nº 9, em 01 de setembro de 2022.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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