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Meningite bacteriana: cinco dias de ceftriaxona parenteral são suficientes para tratar a doença em muitas crianças, é o que mostra trabalho publicado no The Lancet

quinta-feira, 26 de maio de 2011
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Meningite bacteriana: cinco dias de ceftriaxona parenteral são suficientes para tratar a doença em muitas crianças, é o que mostra trabalho publicado no The Lancet

A meningite bacteriana é uma importante causa de morbidade e mortalidade nos países em desenvolvimento, mas a duração do seu tratamento ainda não está bem estabelecida.

A pesquisa publicada no periódico The Lancet  teve como objetivo comparar a eficácia de 5 dias ou 10 dias de ceftriaxona parenteral para o tratamento de meningite bacteriana em crianças.

O estudo duplo-cego, controlado por placebo e randomizado, foi realizado em dez hospitais pediátricos de referência em Bangladesh, Egito, Malásia, Paquistão e Vietnã. Os pesquisadores compararam a equivalência de 5 versus 10 dias de tratamento com ceftriaxona em crianças de 2 meses a 12 anos com meningite purulenta causada por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo B ou Neisseria meningitidis.

As crianças que se mantiveram estáveis ​​após 5 dias de tratamento foram escolhidas aleatoriamente para receber um adicional de 5 dias de ceftriaxona parenteral ou placebo. Foram incluídas 1004 crianças nos grupos analisados. 496 receberam tratamento por 5 dias e 508 por 10 dias. No grupo de tratamento de 5 dias, duas crianças (uma infectada com HIV) tiveram uma recaída. Não houve recidiva no grupo de tratamento de 10 dias. Os efeitos colaterais do tratamento com antibióticos foram semelhantes nos dois grupos.

As conclusões mostram que, nas crianças que não estão no período neonatal, com meningite purulenta causada por S.pneumoniae, H.influenzae tipo b ou N.meningitidis, e que estão estáveis com 5 dias de tratamento com ceftriaxona parenteral, o antibiótico pode ser suspendido com segurança.

Fonte: The Lancet, publicação online de 26 de maio de 2011

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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