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Manifestações clínicas da doença renal entre adultos com diabetes

sexta-feira, 12 de agosto de 2016
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Manifestações clínicas da doença renal entre adultos com diabetes

A nefropatia diabética é a principal causa de doença renal crônica em fase terminal em todo o mundo. Mudanças na demografia e nos tratamentos podem afetar a prevalência e as manifestações clínicas da doença renal diabética.

Saiba mais no artigo sobre "Insuficiência renal crônica".

Para caracterizar as manifestações clínicas da doença renal entre adultos norte-americanos com diabetes, ao longo do tempo, foi realizada uma série de estudos transversais com adultos de 20 anos ou mais, com diabetes mellitus, participantes das pesquisas do National Health and Nutrition Examination Surveys de 1988 a 2014.

A diabetes foi definida como a hemoglobina A1C superior a 6,5% ou indivíduos em uso de medicamentos hipoglicemiantes. Outras definições consideradas foram: microalbuminúria (relação microalbuminúria/creatinina) maior ou igual a 30 mg/g, macroalbuminúria (relação microalbuminúria/creatinina) maior ou igual a 300 mg/g, taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) reduzida (TFGe<60 mL/min/1,73 m²) e TFGe severamente reduzida (TFGe<30 mL/min/1,73 m²), avaliando dados sobre a variabilidade biológica para estimar a prevalência de alterações persistentes.

Leia também os artigos sobre "Diabetes Mellitus" e "Hemoglobina glicosilada".

Houve 6.251 adultos com diabetes incluídos no estudo (1.431 de 1988 a 1994, 1.443 de 1999 a 2004, 1.280 de 2005 a 2008 e 2.097 de 2009 a 2014). A prevalência de qualquer doença renal diabética, definida como a albuminúria persistente, TFGe reduzida persistente, ou ambas, não se alterarou significativamente ao longo do tempo a partir de 28,4% (IC 95% de 23,8% -32,9%) em 1988-1994 para 26,2% (IC 95% de 22,6% -29,9%) em 2009-2014 com ajustes para idade, sexo e raça/etnia; P=0,39 para a tendência. No entanto, a prevalência de albuminúria diminuiu progressivamente ao longo do tempo a partir de 20,8% (IC 95%, 16,3% -25,3%) em 1988-1994 para 15,9% (IC 95%, 12,7% -19,0%) em 2009-2014 (P<0,001 para a tendência). Em contraste, a prevalência da taxa de filtração glomerular estimada reduzida aumentou de 9,2% (IC 95%, 6,2% -12,2%) em 1988-1994 para 14,1% (IC 95%, 11,3% -17,0%) em 2009-2014 (P<0,001 para a tendência), com um padrão semelhante para TFGe severamente reduzida (P=0,004 para a tendência).

Uma heterogeneidade significativa na tendência temporal para a albuminúria foi observada por idade (P=0,049 para a interação) e para raça/etnia (P=0,007 para a interação), com uma prevalência menor de albuminúria observada apenas entre os adultos com menos de 65 anos e não hispânicos brancos, enquanto que na prevalência maior da TFGe reduzida não houve diferenças significativas por idade ou raça/etnia. Em 2009-2014, cerca de 8,2 milhões de adultos com diabetes (IC 95%, 6,5-9,9 milhões de adultos) tiveram albuminúria, TFG reduzida ou ambas.

As conclusões do trabalho mostram que nos adultos com diabetes, entre 1988 e 2014, dos Estados Unidos, a prevalência global da nefropatia diabética não se alterou significativamente, enquanto que a prevalência de albuminúria diminuiu e a prevalência da taxa de filtração glomerular reduzida aumentou.

Veja os artigos: "Cinco atitudes saudáveis para evitar o diabetes mellitus tipo 2", "Prevenindo o Diabetes Mellitus e suas Complicações" e "O que afeta o comportamento da sua glicemia?".

 

Fonte: The Journal of the American Medical Association (JAMA), de 9 de agosto de 2016

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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