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Mamas mais densas são fator de risco para câncer de mama

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
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Mamas mais densas são fator de risco para câncer de mama

A maior densidade das mamas, vista em mamografias, está associada ao câncer de mama, pois os tecidos mais densos refletem uma predisposição biológica para este câncer e também mascaram tumores na mamografia. Em um estudo canadense, publicado na edição de 18 de janeiro do The New England Journal of Medicine, pesquisadores determinaram as contribuições desses dois mecanismos para o risco de câncer de mama.

Os pesquisadores estudaram 1112 mulheres e observaram que mulheres com seios extremamente densos (densidade maior ou igual a 75%) têm um risco significativamente alto de desenvolver câncer de mama, se comparadas a mulheres com densidades baixas (menor que 10%). Durante os 12 meses após uma mamografia negativa, mulheres com mamas densas têm um risco maior de diagnóstico de câncer.

Os achados mostram que o câncer é freqüentremente mascarado por tecidos mamários densos, mas torna-se palpável ou sintomático em um curto período. A densidade mamária foi um alto fator de risco, especialmente nas mulheres com menos de 56 anos. Este risco persistiu pelo menos 8 anos após o início do estudo.

Nas mamografias, a gordura aparece escura e o tecido denso é claro, como os tumores, o que pode dificultar sua visualização. O estudo confirma que o câncer em tecidos densos não é apenas mais difícil de ser diagnosticado, mas também é mais freqüente.

A densidade das mamas não só indica risco de câncer de mama, mas também diminui a sensibilidade da mamografia. Muitos radiologistas relatam a densidade mamária em mamografias de screening, e modelos preditivos incorporam a densidade mamária como um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama.

Estudos prospectivos são necessários para determinar se esta informação pode ser usada para reduzir o risco e melhorar a detecção precoce.

Fonte: The New England Journal of Medicine

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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