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INCA publica as incidências de câncer para 2006 no Brasil

segunda-feira, 28 de novembro de 2005
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INCA publica as incidências de câncer para 2006 no Brasil

No dia 23 de novembro de 2005 o INCA - Instituto Nacional de Câncer - publicou as incidências de câncer para 2006 no país. Esta publicação é fundamental para o planejamento das ações nacionais voltadas para a prevenção e controle do câncer e depende diretamente das informações obtidas dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), supervisionados pelo INCA/MS, e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, centralizado nacionalmente pela Secretaria de Vigilância à Saúde - SVS/MS.

A qualidade destes dados é fundamental no processo de vigilância de doenças crônicas e no aprimoramento permanente das informações em saúde no país. As informações seguiram rigorosamente critérios científicos para assegurar uma aproximação da real ocorrência de câncer em cada estado.

No Brasil, as estimativas para o ano de 2006 apontam que ocorrerão 472.050 casos novos de câncer. Os tipos mais incidentes, à exceção do câncer de pele não-melanoma, serão os de próstata e pulmão, no sexo masculino, e de mama e colo do útero, no sexo feminino, acompanhando o mesmo perfil da magnitude observada no mundo.

Em 2006 são esperados 234.570 casos novos para o sexo masculino e 237.480 para o feminino. Estima-se que o câncer de pele não-melanoma (116 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de mama feminina (49 mil), próstata (47 mil), pulmão (27 mil), cólon e reto (25 mil), estômago (23 mil) e colo do útero (19 mil).

Os tumores mais incidentes para o sexo masculino, serão devidos ao câncer de pele não-melanoma (55 mil casos novos), próstata (47 mil), pulmão (18 mil), estômago (15 mil) e cólon e reto (11 mil). Para o sexo feminino, destacam-se os tumores de pele não-melanoma (61 mil casos novos), mama (49 mil), colo do útero (19 mil), cólon e reto (14 mil) e pulmão (9 mil).

A distribuição dos casos novos de câncer segundo localização primária é bem heterogênea entre estados e capitais do país; o que fica evidenciado ao se observar a representação espacial das diferentes taxas brutas de incidência. As regiões Sul e Sudeste apresentam as maiores taxas, enquanto que as regiões Norte e Nordeste mostram taxas mais baixas. As taxas da região Centro-Oeste apresentam um padrão intermediário.

As informações completas sobre as estatísticas apresentadas podem ser obtidas em http://www.inca.gov.br/estimativa/2006/versaofinal.pdf.

Fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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