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Hipertiroidismo subclínico pode aumentar risco de fraturas ósseas: meta-análise publicada pelo JAMA

quinta-feira, 28 de maio de 2015
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Hipertiroidismo subclínico pode aumentar risco de fraturas ósseas: meta-análise publicada pelo JAMA

As associações entre as disfunções tireoidianas subclínicas e o risco de fraturas não são claras, faltam ensaios clínicos randomizados para definir esta questão. Um trabalho divulgado pelo The Journal of the American Medical Association (JAMA) avaliou a associação da disfunção tireoidiana subclínica com fraturas de quadril, coluna, fora da coluna ou quaisquer outras fraturas.

Foram selecionados estudos das bases de dados MEDLINE e EMBASE (desde o início a 26 de março de 2015), sem restrições de linguagem para os estudos prospectivos de coorte com informações sobre a função da tireoide e fraturas subsequentes.

A extração de dados individuais foi obtida a partir de 13 coortes prospectivas nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão. Os níveis de função tireoidiana foram definidos como:

  • Eutireoidismo: hormônio estimulante da tireoide [TSH] entre 0,45-4,49 mUI/L.
  • Hipertireoidismo subclínico: TSH<0,45 mUI/L.
  • Hipotireoidismo subclínico: TSH≥4,50-19,99 mIU/L).

Com concentrações normais de tiroxina.

O desfecho primário foi a fratura de quadril. Quaisquer fraturas, fraturas fora da coluna ou fraturas vertebrais clínicas foram os desfechos secundários.

Entre 70.298 participantes, 4.092 (5,8%) tinham hipotireoidismo subclínico e 2.219 (3,2%) tinham hipertireoidismo subclínico. A partir dos resultados observados, concluiu-se que o hipertiroidismo subclínico foi associado a um risco aumentado de fraturas de quadril e outras fraturas, particularmente entre aqueles com níveis de TSH menores que 0,10 mUI/L e aqueles com hipertireoidismo subclínico endógeno. Não foi encontrada associação entre o hipotireoidismo subclínico e o risco de fratura.

Mais estudos são necessários para determinar se o tratamento do hipertireoidismo subclínico pode prevenir fraturas.

Fonte: The Journal of the American Medical Association (JAMA), volume 313, número 20, de 26 de maio de 2015

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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