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HbA1c pode prever o risco de diabetes tipo 2 em crianças e adultos

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
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HbA1c pode prever o risco de diabetes tipo 2 em crianças e adultos

Dados de longo prazo que validam a hemoglobina glicada (HbA1c) como exame para avaliação do risco de diabetes tipo 2 em crianças são ainda limitados. As concentrações de HbA1c, glicose plasmática em jejum (FPG) e de glicemia pós-prandial (2hPG) foram medidas em um estudo longitudinal com índios americanos para determinar sua utilidade na predição de diabetes incidente, sendo todos considerados de tipo 2 nessa população.

O diabetes incidente (FPG ≥126 mg/dL [7,0 mmol/L], 2hPG ≥200 mg/dL [11,1 mmol/L], HbA1c ≥6,5% [8 mmol/mol] ou diagnóstico clínico) foi determinado em 2.095 crianças sem diabetes, com idades entre 10 e 19 anos, monitoradas até a idade de 39 anos; e em 2.005 adultos, de 20 a 39 anos, monitorados até a idade de 59 anos. Áreas sob a curva ROC (receiver operator characteristic curve) para HbA1c, FPG e 2hPG, na predição de diabetes em 10 anos, foram comparadas.

Durante o longo prazo de acompanhamento de crianças e adolescentes que não tinham inicialmente diabetes, a taxa de incidência de diabetes subsequente foi quatro vezes maior (em comparação com meninos) e sete vezes maior (em comparação com meninas) naqueles com HbA1c ≥ 5,7% do que naqueles com taxas de HbA1c ≤ 5,3% – maior que a experimentada por adultos nas mesmas categorias de HbA1c. As análises da curva ROC não revelaram diferenças significativas entre HbA1c, FPG e 2hPG em sensibilidade e em especificidade para identificar crianças e adolescentes que mais tarde desenvolveram diabetes.

Concluiu-se que a HbA1c é um exame útil para prever o risco de diabetes em crianças e pode ser usada para identificar pré-diabetes em crianças com outros fatores de risco para diabetes tipo 2 com o mesmo valor preditivo da FPG e da 2hPG.

Veja mais em "Diabetes Mellitus. Saiba mais.", "Glicemia de jejum", "Glicemia média estimada (Hemoglobina glicosilada)", "Glicemia pós-prandial" e "O que afeta o comportamento da sua glicemia?"

Fonte: Diabetes Care (American Diabetes Association), em janeiro de 2017

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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