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Fatores associados à acne da mulher adulta são estudados por pesquisadores italianos

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
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Fatores associados à acne da mulher adulta são estudados por pesquisadores italianos

O Dr. Luigi Naldi, do Study Center of the Italian Group for Epidemiologic Research in Dermatology, em Bergamo, na Itália, juntamente com seus colaboradores, publicou os resultados de sua pesquisa no periódico Journal of the American Academy of Dermatology.

As razões para o aparecimento de acne na idade adulta são amplamente desconhecidas, por isso os pesquisadores exploraram o papel de fatores pessoais e ambientais na acne feminina adulta.

Realizou-se um estudo multicêntrico caso-controle nos departamentos ambulatoriais de 12 cidades italianas. Os casos (n=248) foram constituídos por mulheres com idade ≥ a 25 anos, com acne recentemente diagnosticada de qualquer grau. Os controles (n=270) foram pessoas do sexo feminino diagnosticadas com outras condições que não a acne.

Na análise multivariada, a história de acne nos pais (odds ratio [OR]=3,02) ou irmãos (OR=2,40), história de acne durante a adolescência (OR=5,44), ausência de gravidez prévia (OR=1,71), hirsutismo (OR=3,50), ser uma trabalhadora de escritório versus estar desempregada ou ser dona de casa (OR=2,24) e ter um alto nível de estresse psicológico relatado (OR=2,95) foram todos fatores associados à acne. Uma baixa ingestão semanal de frutas ou vegetais (OR=2,33) e um baixo consumo de peixe fresco (OR=2,76) também foram associados à acne.

Concluiu-se que fatores de estilo de vida podem desempenhar um papel importante para o desenvolvimento da acne na idade adulta, mas seu papel deve ser avaliado em estudos prospectivos.

Veja mais sobre "Acne", "Hirsutismo", "Alimentação saudável" e "Estresse".

 

Fonte: Journal of the American Academy of Dermatology, volume 75, número 6, de dezembro de 2016

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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