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Exercício pode afetar a imunidade para reduzir o risco de câncer: células T citotóxicas medeiam reduções no crescimento tumoral induzidas por exercício

terça-feira, 1 de dezembro de 2020
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Exercício pode afetar a imunidade para reduzir o risco de câncer: células T citotóxicas medeiam reduções no crescimento tumoral induzidas por exercício

Malhar pode aumentar a capacidade do sistema imunológico de atingir e erradicar as células cancerosas, sugere um estudo em ratos. O exercício pode ajudar a combater o câncer alterando o funcionamento interno de certas células do sistema imunológico, de acordo com o novo estudo sobre como a corrida afeta os tumores. O estudo envolveu roedores, mas também pode ter implicações para a compreensão de como os exercícios podem afetar o câncer nas pessoas.

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O exercício tem uma ampla gama de efeitos sistêmicos. Em modelos animais, o esforço repetido reduz a progressão do tumor maligno e, clinicamente, o exercício pode melhorar o desfecho para pacientes com câncer. A etiologia dos efeitos do exercício na progressão do tumor não é clara, assim como os atores celulares envolvidos. Estudos em animais mostram que o exercício diminui a inflamação e pode tornar o ambiente interno do corpo menos hospitaleiro a doenças malignas. Mas questões fundamentais permanecem sem resposta sobre a interação entre exercícios e câncer. Então, recentemente, um grupo de cientistas do Instituto Karolinska em Estocolmo e de outras instituições começou a se perguntar sobre os glóbulos brancos.

Agora, para o novo estudo que foi publicado em outubro na eLife, os cientistas na Suécia decidiram aprender mais inoculando camundongos com diferentes tipos de células cancerígenas e deixando alguns dos roedores correrem, enquanto outros permaneceram sedentários. Depois de várias semanas, os pesquisadores viram que alguns dos corredores apresentavam poucas evidências de crescimento do tumor. Mais intrigante, a maioria desses camundongos ativos foi inoculada com células cancerosas que são conhecidas por serem particularmente vulneráveis a um tipo específico de célula imune, conhecida como células T CD8+, que tendem, principalmente, a lutar contra certas formas de câncer de mama e outros tumores sólidos.

O estudo mostrou que, em camundongos, a redução no crescimento do tumor induzida por exercício é dependente de células T CD8+, e que metabólitos produzidos no músculo esquelético e excretados no plasma em altos níveis durante o esforço em camundongos e humanos aumentam o perfil efetor das células T CD8+. Descobriu-se que as células T CD8+ murinas ativadas alteram seu metabolismo de carbono central em resposta ao esforço in vivo, e que as células imunes de camundongos treinados são células efetoras antitumorais mais potentes quando transferidas para animais não treinados portadores de tumor.

Esses dados demonstram que as células T CD8+ são metabolicamente alteradas pelo exercício de uma maneira que atua para melhorar sua eficácia antitumoral.

Esses resultados surpreenderam e entusiasmaram os pesquisadores, diz Randall Johnson, professor de fisiologia molecular com duas nomeações na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e no Instituto Karolinska, que supervisionou o novo estudo. Eles pareciam demonstrar “que o efeito do exercício nas células T é intrínseco às próprias células e é persistente”, diz ele.

Em outras palavras, o exercício mudou as células de maneira duradoura.

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Fontes:
eLife, publicação em 23 de outubro de 2020.
The New York Times, notícia publicada em 11 de novembro de 2020.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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