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Estudo identifica molécula que interrompe a produção de colesterol no fígado quando o consumo alimentar é elevado

sexta-feira, 19 de abril de 2024
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Estudo identifica molécula que interrompe a produção de colesterol no fígado quando o consumo alimentar é elevado

O colesterol é um elemento essencial das membranas celulares, mas o colesterol elevado no sangue pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Para manter os níveis sob controle, o corpo ajusta a quantidade de colesterol que cria dependendo de quanto da molécula é absorvida pelos alimentos.

Agora, em um estudo publicado na revista Cell, cientistas descobriram que um hormônio secretado no intestino ajuda a impedir que o fígado crie colesterol, e poderia levar a tratamentos que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares.

Um hormônio derivado do intestino regula o metabolismo do colesterol

Destaques

  • A colesina é um hormônio intestinal induzido pelo colesterol
  • A colesina regula os níveis de colesterol plasmático em humanos e camundongos
  • A colesina inibe a sinalização PKA-ERK1/2 através da ligação ao GPR146
  • A colesina suprime a síntese de colesterol controlada por SREBP2 no fígado
Leia sobre "Entendendo o colesterol do organismo", "O que fazer para reduzir o colesterol" e "Dislipidemia - informações necessárias".

Resumo

A coordenação recíproca entre a absorção do colesterol no intestino e a nova síntese de colesterol no fígado é essencial para manter a homeostase do colesterol, mas os mecanismos que governam a regulação oposta destes processos permanecem pouco compreendidos.

Neste estudo, identificou-se um hormônio, a Colesina, que é capaz de inibir a síntese de colesterol no fígado, levando à redução dos níveis de colesterol circulante.

A colesina é codificada por um gene com função até então desconhecida (C7orf50 em humanos; 3110082I17Rik em camundongos). Ela é secretada pelo intestino em resposta à absorção de colesterol e liga-se ao GPR146, um receptor órfão acoplado à proteína G, exercendo efeitos antagônicos a jusante, inibindo a sinalização de PKA (proteína quinase A) e suprimindo assim a síntese de colesterol controlada por SREBP2 (proteína de ligação ao elemento regulador de esterol 2) no fígado.

Portanto, os resultados demonstram que o eixo Colesina-GPR146 medeia o efeito inibitório da absorção intestinal do colesterol na síntese hepática do colesterol. Este novo hormônio descoberto, a colesina, é promissor como um agente eficaz no combate à hipercolesterolemia e à aterosclerose.

 

Fontes:
Cell, Vol. 187, Nº 7, em março de 2024.
Nature, notícia publicada em 18 de março de 2024.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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